sábado, 14 de janeiro de 2012

BICICLETADA NA ILHA GRANDE DOS MARINHEIROS

DIA 21 DE JANEIRO DE 2012 - SÁBADO
• 14h Concentração e preparativos de partida na Ferramentas Gerais;
Pedalada, com travessia da ponte em direção à Capelinha, na Ilha (+/- 4Km)
• 15h Chegada na Capelinha da Ilha Grande dos Marinheiros, conversa sobre a constituição/situação da comunidade, histórico, etc..
• 15h40 Início da bicicletada em direção Norte;
◦ Parada - relato sobre a vida na ilha, dificuldades, como fazem quando o rio sobe, etc..
◦ Parada na escola abandonada
◦ Pedalada até o ponto mais norte, defronte à Ilha do Lage - lanche partilhado, descanso, integração entre participantes;
• Retorno;
◦ Chegada de volta à Capelinha: envio dos participantes, motivação e divulgação da bicicletada de Sepé.
◦ Volta pra casa (com apoio de policiamento rodoviário para cruzar a ponte).
• Distância total aproximada (ida e volta): 4 + 8 +8 +4 = 24 Km.
O grupo Herdeiros de Sepé, de Canoas, participará desta bicicletada. Em Canoas aconteceu uma bicicletada nos dias 26 e 27 de novembro de 2011, ondo os jovens da atividade na Ilha Grande dos Marinheiros também participara. Os dois grupos se encontraram na 4ª Bicicletada Caminhos de Sepé em fevereiro passado e assumiram o compromisso de realizar bicicletadas locais em preparação ao Caminhos de Sepé que ocorre entre os dias 1º a 7 de fevereiro, entre Rio Pardo e São Gabriel.

PAINEL DE PREPARAÇÃO PARA A RIO + 20



FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO
Crise Capitalista, justiça Social e Ambiental
PAINEL DE PREPARAÇÃO PARA A RIO + 20
Tema: QUE DESENVOLVIMENTO QUEREMOS
Promoção: Comitê Gaúcho Rio + 20
Data: 26 de janeiro de 2012, às 14 horas.
Local: Auditório da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Mesa:
1.Coordenação: Dep. Marisa Formolo – CSMA
Painelistas:
-Franscisco Milanez. - Biólogo, Arquiteto e Presidente da AGAPAN
-Henri Acselrad – Economista e Prof. Doutor do IPPUR/UFRJ
2.Debatedores:
-ANAMMA (Associação Nacional dos órgãos municipais do Meio Ambiente) – Mauro Buarque
-APEDEMA (Assembléia permanente de entidades em defesa do Meio Ambiente)
-SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente – RS
-COSMAM –(Comissão de Saúde e Meio Ambiente Câmara de Vereadores de POA) - Ver. Beto Moesch
- CNM – (Confederação Nacional dos Municípios) – Paulo Zuokoski
–Ministério Público Estadual RS – Procurador Dr. Rodrigo S. de Moraes
3.Metodologia:
Das 14 às 15h – Fala dos Painelistas
Das 15 às 16h – Fala dos debatedores (10m cada)
Das 16 às 17h – Possibilidade de fala da plenária, conclusões dos painelistas e encaminhamentos.
Importante: Todo o subsídio produzido será sistematizado e juntado com o que o Comitê já tem de elaboração, para a produção de um documento único a ser encaminhado à Rio + 20.
Aproveitaremos a oportunidade para fazermos articulações com os outros eventos que tratarão da temática da Rio+20 para somarmos força na perspectiva de até junho ampliarmos o máximo o debate sobre a Rio+20 e a nossa participação nela.
Contato: Cíntia e David – Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa.
F. 3210 2627 e 3210 2626

Sementes Crioulas - Painel com lançamento de Documentário

Para ler clique na imagem para ampliar 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Carta ressalta incoerências do novo Código Florestal

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão de ONGs socioambientais, distribuiu uma carta aberta a parlamentares analisando em profundidade o texto da proposta de reforma do Código Florestal.

Por Fernanda B. Mûller, do Instituto Carbono Brasil
Votado pelo Senado Federal no último dia 6 de dezembro, o Projeto de Lei Complementar30/2011, defendido arduamente pela bancada ruralista, voltou à Câmara dos Deputados para análise das mudanças.
Nesta terça-feira (13), as alterações propostas pelo Senado ao texto do novo Código Florestal (EMS 1876/99) dificultaram o acordo para viabilizar a aprovação da proposta ainda neste ano pela Câmara. Os líderes decidiram marcar para 6 e 7 de março a votação do Código Florestal na Câmara.
“Não podemos votar um projeto de lei sem saber sua abrangência e as exigências que vai impor aos agricultores desse país”, disse o deputado Ronaldo Caiado(DEM-GO), dando indicações do caminho que o PLC ainda pode tomar.
A carta aberta das entidades brasileiras destaca justamente que o projeto somente deveria ir a voto após resolvidos os problemas existentes no texto e que o seu "conteúdo é injusto e contrário aos interesses da sociedade brasileira". As ONGs não aceitam nenhum dos dois textos (da Câmara e do Senado), aprovados no Congresso Nacional.
Uma grande preocupação é que os Deputados retomem o texto aprovado inicialmente na Câmara, cujo retrocesso socioambiental é ainda mais marcante.
“O texto aprovado na Câmara dos Deputados no dia 24/05/2011 refletiu o pouco aprofundamento do debate e a opção por uma visão unilateral diante da falsa polarização entre agricultura e conservação ambiental”, explicam as ONGs.
Na carta,as entidades denunciam que o PL aprovado no Senado segue com a anistia a desmatadores, reduz pela metade a necessidade de recuperação de áreas de preservação permanente, diminui a vegetação nativa em todo o Brasil, além de facilitar a ocupação em áreas de risco, como encostas.
“O texto ainda segue recebendo duras críticas de juristas, da ciência, da sociedade e de diversos setores especializados nos temas fundamentais que o Código altera”,justifica a carta.
“Apesar dos apelos de inúmeras entidades do Poder Público, como Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Sociedade Civil, como CNBB e SBPC, dentre outras, a sociedade brasileira foi desconsiderada em todas as quatro comissões pelas quais o PLC 30/2011 passou no Senado”.
Protestos
Em outra frente de reação em defesa das florestas, estudantes acampam em frente ao Congresso Nacional. Desde o dia 6 de dezembro, o gramado da Esplanada dos Ministérios ganhou mudas de árvores e os estudantes fazem vigília em torno da plantação,que foi retirada pela polícia legislativa.
Após a aprovação do Projeto de Lei na Câmara e no Senado, o objetivo do Comitê Universitário em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e outros participantes do acampamento é o veto da presidenta Dilma Rousseff ao texto. Além disso, eles pretendem chamar a atenção do governo e da sociedade para as consequências danosas que o texto do projeto de reforma do Código Florestalt rará ao país.
Ao mesmo tempo em que o protesto acontece com faixas, gritos e palavras de ordem, ele também se dá como espaço de formação e debate. São promovidos encontros, oficinas, saraus, aulas abertas e rodas de conversa (Saiba mais)
No dia 29 de novembro, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável entregou oficialmente 1,5 milhão de assinaturas contra o projeto na Presidência da República em Ato Público.
Fonte: Carbono Brasil - EcoAgência

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ambientalista lança Dossiê sobre o Processo de Implantação da Silvicultura no RS

Por Raíssa Genro - EcoAgência
“Dossiê sobre o Processo de Implantação da Silvicultura no RS (2004-2009)”, de autoria de Maria da Conceição de Araújo Carrion é o tema da Terça Ecológica de dezembro, que acontece neste dia 07, às 18h30min na Fabico/UFRGS, em Porto Alegre. A pesquisa da ambientalista reunida em seis volumes se constitui de matérias de jornais, revistas, sites da internet, documentos oficiais, dentre outros materiais, que retratam os acontecimentos no período e a cobertura que receberam. A luta da sociedade civil organizada e, em especial a das entidades ambientalistas, revelam o saber e a resistência à tentativa de imposição de um consenso. Juntamente com os depoimentos que serão dados no dia 07, será possível confirmar que o ambientalismo gaúcho está muito vivo, o contrário do que se pretendeu comprovar em notícias veiculadas na semana seguinte após a aprovação do ZAS em abril de 2008.
Os depoimentos serão dados pelos membros da CT da Biodiversidade do Consema no período da pesquisa: Ludwig Buckup, professor do Instituto de Biociências da UFRGS, membro da ONG Igré; Paulo Brack, biólogo, doutor em Ecologia, professor da UFRGS, representante da ONG Ingá; biólogo Glayson Bencke; engenheira florestal Silvia Pagel, e cientista social Rodrigo Venzon, membro da ONG Mira-serra.
Contexto
A atividade da silvicultura – plantação de espécies exóticas como pinus, eucalipto e acácia - é antiga no Estado. Porém, a sua crescente expansão e o incentivo governamental são recentes. Pesquisas alertam para o impacto do eucalipto, que retém uma grande quantidade de água, inviabilizando outros cultivos em regiões próximas e o aumento no preço da terra, em muitos casos compradas ou arrendadas pelas empresas florestais para este cultivo. O governo do Rio Grande do Sul, visando regular a atividade, aprovou em nove de abril de 2008 o Zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS). O texto aprovado distorce as diversas discussões das câmaras técnicas e os pareceres apresentados, de forma a retirar quase todas as restrições e limites objetivos como os índices de vulnerabilidade por Unidade de Paisagem (UPN), o percentual de ocupação das UPN’s além do tamanho e distância entre os maciços, questões que eram o principal ponto da proposta inicial apresentada ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Em 2009, houve um ajuste no ZAS que vigora atualmente, porém, ainda não atende as demandas socioambientais segundo os ambientalistas.
O período compreendido entre as discussões sobre o ZAS pela Câmara Técnica de Biodiversidade e Políticas Florestais do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) e sua aprovação é o objeto de análise da militante pelas questões socioambientais há mais de 30 anos e professora da UFRGS aposentada, Maria da Conceição de Araújo Carrion. “Trabalho com a questão da monocultura desde 2004. Quando surgiu a notícia de implantação da monocultura no Pampa, o grupo se voltou a este tema, que provocou diversas mudanças e impactos no Bioma”, adianta Conceição.
A Terça Ecológica é uma promoção do Núcleo de Ecojornalistas do RS e conta com a parceria nesta realização do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente, o MODGeMA. O patrocínio é da loja Grão Natural, da Petrobras e do Governo Federal. O apoio é da Faculdade de Comunicação e Informação da UFRGS.

SERVIÇO:
O que: Terça Ecológica
Tema: Dossiê de sobre o Processo de Implantação da Silvicultura no RS (2004-2009)
Quando: 07 de dezembro às 18h30min
Palestrante: Maria da Conceição de Araújo Carrion e depoimentos de outros membros da CT Biodiversidade do Consema no período
Local: Faculdade de Comunicação e Informação da UFRGS (Fabico), na rua Ramiro Barcelos 2705, Porto Alegre

sábado, 26 de novembro de 2011

1ª Bicicletada Herdeiros de Sepé

HOUVE ALTERAÇÃO NO ROTEIRO DA
BICICLETADA:

SÁBADO - 26/11/11 - ......................Início – 14 h Final da Estrada da Barca/Rua Maria Isabel/Rua José Veríssimo/Rua República/Rua Coronel Vicente/Rua Dr. Barcelos/Viaduto Metrovel /Av. Inconfidência/Av. Santos Ferreira

15h30m - Parada fonte Dona Josefina/ Av. Santos Ferreira/Rua Santa Maria/Rua Bandeirantes/Rua Fernando Abott

16h45m Parada na FAUERS – Lanche/Apresentação/Fernando Abott/Rua Bandeirantes/Rua Santa Maria/Av. Santos Ferreira/Av. Inconfidência/Metrovel/Dr. Barcelos/Araçá/República/Rua Sem Nome/Maria Isabel/Estrada da Prainha Paquetá/........................Acampamento

DOMINGO - 27/11/11
6 horas - Alvorada /Estrada da Prainha/Maria Isabel/Rua Sem Nome/Rua Roberto FCO Behrends

8 horas - Parada no Arroio Araçá - Rua do Aterro com a Av. Irineu de Carvalho, divisa entre os Bairros Mato Grande e Fátima/1° Parada Rua Roberto Fco. Behrends ( plantio de arvores) /Rua Roberto FCO Behrends/Rua República/ Rua José Veríssimo/ 2° parada centro das comunidades/ Rua Maria Isabel /Estrada da barca /3° parada capela N S de Fátima/ ....................................................Encerramento.

Tendo ou não bicicleta você pode participar!

ESCOLHA ALGUM MOMENTO OU PARTICIPE EM TODO O ROTEIRO!!!

'O trinômio economia, saúde e ecologia, está diretamente ligado a vida de quem usa muito a bicicleta.

Melhoramos a vida de todos nós e também do nosso meio-ambiente.'


Veja o projeto aqui: http://arroioaraca.blogspot.com/2011/11/projetos-herdeiros-de-sepe-tiaraju-e.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Síntese da audiência pública preparatória para a Rio+20, dia 21/11/2011, na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa - RS

"Seremos protagonistas na Rio+20" (Deputada Marisa Formolo)

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente realizou, nesta segunda-feira (21), audiência pública preparatória para a Rio+20.A Conferência marca o 20º aniversário da Rio 92 (ou Eco 92). Na Rio+20 será feito um balanço do ciclo de conferências da ONU, iniciado com a Rio 92, incluindo conferências sobre população, direitos humanos, mulheres, desenvolvimento social e a agenda urbana. Além disso, em 2012 o Protocolo de Kyoto terá chegado ao seu limite de vigência. A Rio + 20 se propõe a debater três questões: avaliação do cumprimento dos compromissos acordados na Rio 92, economia verde e arquitetura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A audiência foi conduzida pela deputada Marisa Formolo, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, que abriu o encontro explicandoque “o processo de deterioração acelerada dos recursos naturais e do próprio planeta acaba gerando várias crises que colocam o futuro da humanidade em perigo, e nós, da Comissão de Saúde, vamos ser protagonistas neste debate”. Marisa observou que o objetivo da audiência é levantar um conjunto de temas que afetam o meio ambiente gaúcho e condensá-los em um documento a ser entregue na Cúpula dos Povos da Rio +20.

Relatos de Violações dos Direitos Ambientais e Sociais

Representando o povo das Ilhas do Guaíba e dos galpões de reciclagem, o Ir. Antônio Cecchin tratou da grave situação do lixo no mundo e a atuação dos catadores e recicladores. Cecchin explicou que a produção de lixo cresce seis vezes mais do que a população e que, neste ritmo, “o lixo vai inviabilizar a sociedade humana”. Ele informou que existem 1,5 milhão de catadores no Brasil, responsáveis por 98% da reciclagem de lixo e que apenas 2% são reciclados pelas políticas de coleta seletiva do poder público. Cecchin destacou a importância dos catadores na preservação ambiental “os catadores são os profetas do meio ambiente porque através das ações de redução da poluição, reutilização e reciclagem eles minimizam a destruição da natureza”. Ele criticou os municípios que adotam a incineração do lixo, pleiteou apoio às organizações de catadores e sugeriu o aproveitamento de prédios públicos desocupados ou abandonados como centrais para os catadores.

Isaura Conte do Movimento das Mulheres Camponesas criticou o agronegócio que, segundo ela, “possui uma dívida impagável com o planeta, gerada pelo desmatamento e pela utilização de agrotóxicos, eles esquecem que a natureza é de todos”. Isaura destacou que a Rio+20 deve se concretizar com os países cumprindo os itens acordados e criticou as alterações do novo Código Florestal. Ela concluiu dizendo que “o capitalismo verde não serve, quem destrói o planeta não pode vender créditos de carbono”.

Ronaldo Schäffer abordou a luta pela preservação do Morro Santa Tereza, representando a Associação dos Moradores do Morro. Ele relatou que em dezembro de 2009 começaram movimentos para a desocupação do Morro Santa Tereza e que o terreno seria vendido por preço muito abaixo do mercado, mesmo existindo uma área de proteção ambiental no local. Ele concluiu dizendo que a organização da sociedade barrou a venda do terreno da Fase e defendeu que a sociedade se organize para enfrentar a destruição capitalista.

Ronaldo Souza, do Movimento em Defesa do Parque Náutico e da Lagoa dos Quadros, fez uma explanação sobre as denúncias de irregularidades na construção dos loteamentos e condomínios horizontais no Litoral Norte. Ele salientou que “a transformação urbana dos espaços vai retirando da comunidade a vegetação natural e privatizando os espaços públicos”. Ronaldo observou que o plano diretor de Capão da Canoa é desrespeitado pelos condomínios.

Valdomiro Hoffmann, do Fórum de Pesca do Litoral Norte, trouxe relato do Movimento dos Pescadores Artesanais. Valdomiro disse que os pescadores artesanais são impedidos de trabalhar pelos empreendimentos que fecham o acesso às margens de lagoas, rios e mar.

Pela Organização da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, Daniele Barbosa discorreu sobre o uso de agrotóxicos, que violam o direito ao ambiente saudável. Ela observou que “o trabalho com agrotóxicos possibilita a ingestão acidental causando intoxicações nos trabalhadores, que consomem veneno diariamente sem conhecimento”. Segundo Daniele os lençóis freáticos estão contaminados e até mesmo o leite materno é afetado. Ela denunciou que não há fiscalização do uso de agrotóxicos e que existe uma dependência grande dos agricultores com as empresas produtoras.

O promotor de justiça do MPE, Rodrigo Schoeller de Moraes, questionou “o que quer a sociedade crescimento ou desenvolvimento? E a que custo?” Rodrigo fez um paralelo com o crescimento chinês, que se fortaleceu economicamente, mas de forma predadora e insustentável.

Mauri Cruz da Abong disse que na Eco92 houve a instituição da Agenda 21, da preocupação com o aquecimento global e do consumo desenfreado. Ele salientou que as políticas atuais “são de crescimento sob o ponto de vista econômico, medido pelo aumento do consumo, e não pela qualidade de vida”. Mauri propôs o reconhecimento da riqueza dentro dos modelos de vida dos povos tradicionais, e não pelo acúmulo de capital. Disse que a economia verde é uma forma dissimulada de realimentar o insustentável modelo capitalista, e que o mundo deve modificar radicalmente seu padrão de consumo.

Arlete Pasqualetto, da Fundação Zoobotânica, informou que o governo estadual está criando uma lei de resíduos sólidos com base na lei federal e que a FZB busca projetos para aplicar na prática o conceito de desenvolvimento sustentável. Falou que está em análise a criação de indenização por preservação ambiental, abordou o Bioma Pampa e os desertos verdes, e também a busca pelo regramento da silvicultura, evitando uma conversão do bioma.

Encaminhamentos

Ao final da audiência pública, a deputada Marisa Formolo definiu os seguintes encaminhamentos: 1) Criação de um comitê organizador para as ações da Rio +20, formado pelas instâncias de Estado, a Famurs, MPE, Apedema, entidades da sociedade civil organizada e as instituições presentes que desejassem participar; 2) O Comitê se integraria à Organização do FSM, para levar as questões debatidas na audiência pública à pauta de discussões do Fórum; 3) A proposta também será levada ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para estudo; 4) Levar a discussão da Emenda 164 do novo Código Florestal Brasileiro ao FSM; 5) Em relação ao Código Brasileiro de Mineração, a criação de uma figura similar a do agricultor familiar para os pequenos basalteiros; 6) Moção contrária à aprovação da Emenda 164 do Novo Código Florestal, mantendo-se a diferenciação entre agronegócio e agricultura familiar.

Eduardo Galeano - Mundo al Revés