sábado, 17 de dezembro de 2011

Carta ressalta incoerências do novo Código Florestal

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão de ONGs socioambientais, distribuiu uma carta aberta a parlamentares analisando em profundidade o texto da proposta de reforma do Código Florestal.

Por Fernanda B. Mûller, do Instituto Carbono Brasil
Votado pelo Senado Federal no último dia 6 de dezembro, o Projeto de Lei Complementar30/2011, defendido arduamente pela bancada ruralista, voltou à Câmara dos Deputados para análise das mudanças.
Nesta terça-feira (13), as alterações propostas pelo Senado ao texto do novo Código Florestal (EMS 1876/99) dificultaram o acordo para viabilizar a aprovação da proposta ainda neste ano pela Câmara. Os líderes decidiram marcar para 6 e 7 de março a votação do Código Florestal na Câmara.
“Não podemos votar um projeto de lei sem saber sua abrangência e as exigências que vai impor aos agricultores desse país”, disse o deputado Ronaldo Caiado(DEM-GO), dando indicações do caminho que o PLC ainda pode tomar.
A carta aberta das entidades brasileiras destaca justamente que o projeto somente deveria ir a voto após resolvidos os problemas existentes no texto e que o seu "conteúdo é injusto e contrário aos interesses da sociedade brasileira". As ONGs não aceitam nenhum dos dois textos (da Câmara e do Senado), aprovados no Congresso Nacional.
Uma grande preocupação é que os Deputados retomem o texto aprovado inicialmente na Câmara, cujo retrocesso socioambiental é ainda mais marcante.
“O texto aprovado na Câmara dos Deputados no dia 24/05/2011 refletiu o pouco aprofundamento do debate e a opção por uma visão unilateral diante da falsa polarização entre agricultura e conservação ambiental”, explicam as ONGs.
Na carta,as entidades denunciam que o PL aprovado no Senado segue com a anistia a desmatadores, reduz pela metade a necessidade de recuperação de áreas de preservação permanente, diminui a vegetação nativa em todo o Brasil, além de facilitar a ocupação em áreas de risco, como encostas.
“O texto ainda segue recebendo duras críticas de juristas, da ciência, da sociedade e de diversos setores especializados nos temas fundamentais que o Código altera”,justifica a carta.
“Apesar dos apelos de inúmeras entidades do Poder Público, como Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Sociedade Civil, como CNBB e SBPC, dentre outras, a sociedade brasileira foi desconsiderada em todas as quatro comissões pelas quais o PLC 30/2011 passou no Senado”.
Protestos
Em outra frente de reação em defesa das florestas, estudantes acampam em frente ao Congresso Nacional. Desde o dia 6 de dezembro, o gramado da Esplanada dos Ministérios ganhou mudas de árvores e os estudantes fazem vigília em torno da plantação,que foi retirada pela polícia legislativa.
Após a aprovação do Projeto de Lei na Câmara e no Senado, o objetivo do Comitê Universitário em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e outros participantes do acampamento é o veto da presidenta Dilma Rousseff ao texto. Além disso, eles pretendem chamar a atenção do governo e da sociedade para as consequências danosas que o texto do projeto de reforma do Código Florestalt rará ao país.
Ao mesmo tempo em que o protesto acontece com faixas, gritos e palavras de ordem, ele também se dá como espaço de formação e debate. São promovidos encontros, oficinas, saraus, aulas abertas e rodas de conversa (Saiba mais)
No dia 29 de novembro, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável entregou oficialmente 1,5 milhão de assinaturas contra o projeto na Presidência da República em Ato Público.
Fonte: Carbono Brasil - EcoAgência

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ambientalista lança Dossiê sobre o Processo de Implantação da Silvicultura no RS

Por Raíssa Genro - EcoAgência
“Dossiê sobre o Processo de Implantação da Silvicultura no RS (2004-2009)”, de autoria de Maria da Conceição de Araújo Carrion é o tema da Terça Ecológica de dezembro, que acontece neste dia 07, às 18h30min na Fabico/UFRGS, em Porto Alegre. A pesquisa da ambientalista reunida em seis volumes se constitui de matérias de jornais, revistas, sites da internet, documentos oficiais, dentre outros materiais, que retratam os acontecimentos no período e a cobertura que receberam. A luta da sociedade civil organizada e, em especial a das entidades ambientalistas, revelam o saber e a resistência à tentativa de imposição de um consenso. Juntamente com os depoimentos que serão dados no dia 07, será possível confirmar que o ambientalismo gaúcho está muito vivo, o contrário do que se pretendeu comprovar em notícias veiculadas na semana seguinte após a aprovação do ZAS em abril de 2008.
Os depoimentos serão dados pelos membros da CT da Biodiversidade do Consema no período da pesquisa: Ludwig Buckup, professor do Instituto de Biociências da UFRGS, membro da ONG Igré; Paulo Brack, biólogo, doutor em Ecologia, professor da UFRGS, representante da ONG Ingá; biólogo Glayson Bencke; engenheira florestal Silvia Pagel, e cientista social Rodrigo Venzon, membro da ONG Mira-serra.
Contexto
A atividade da silvicultura – plantação de espécies exóticas como pinus, eucalipto e acácia - é antiga no Estado. Porém, a sua crescente expansão e o incentivo governamental são recentes. Pesquisas alertam para o impacto do eucalipto, que retém uma grande quantidade de água, inviabilizando outros cultivos em regiões próximas e o aumento no preço da terra, em muitos casos compradas ou arrendadas pelas empresas florestais para este cultivo. O governo do Rio Grande do Sul, visando regular a atividade, aprovou em nove de abril de 2008 o Zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS). O texto aprovado distorce as diversas discussões das câmaras técnicas e os pareceres apresentados, de forma a retirar quase todas as restrições e limites objetivos como os índices de vulnerabilidade por Unidade de Paisagem (UPN), o percentual de ocupação das UPN’s além do tamanho e distância entre os maciços, questões que eram o principal ponto da proposta inicial apresentada ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Em 2009, houve um ajuste no ZAS que vigora atualmente, porém, ainda não atende as demandas socioambientais segundo os ambientalistas.
O período compreendido entre as discussões sobre o ZAS pela Câmara Técnica de Biodiversidade e Políticas Florestais do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) e sua aprovação é o objeto de análise da militante pelas questões socioambientais há mais de 30 anos e professora da UFRGS aposentada, Maria da Conceição de Araújo Carrion. “Trabalho com a questão da monocultura desde 2004. Quando surgiu a notícia de implantação da monocultura no Pampa, o grupo se voltou a este tema, que provocou diversas mudanças e impactos no Bioma”, adianta Conceição.
A Terça Ecológica é uma promoção do Núcleo de Ecojornalistas do RS e conta com a parceria nesta realização do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente, o MODGeMA. O patrocínio é da loja Grão Natural, da Petrobras e do Governo Federal. O apoio é da Faculdade de Comunicação e Informação da UFRGS.

SERVIÇO:
O que: Terça Ecológica
Tema: Dossiê de sobre o Processo de Implantação da Silvicultura no RS (2004-2009)
Quando: 07 de dezembro às 18h30min
Palestrante: Maria da Conceição de Araújo Carrion e depoimentos de outros membros da CT Biodiversidade do Consema no período
Local: Faculdade de Comunicação e Informação da UFRGS (Fabico), na rua Ramiro Barcelos 2705, Porto Alegre

sábado, 26 de novembro de 2011

1ª Bicicletada Herdeiros de Sepé

HOUVE ALTERAÇÃO NO ROTEIRO DA
BICICLETADA:

SÁBADO - 26/11/11 - ......................Início – 14 h Final da Estrada da Barca/Rua Maria Isabel/Rua José Veríssimo/Rua República/Rua Coronel Vicente/Rua Dr. Barcelos/Viaduto Metrovel /Av. Inconfidência/Av. Santos Ferreira

15h30m - Parada fonte Dona Josefina/ Av. Santos Ferreira/Rua Santa Maria/Rua Bandeirantes/Rua Fernando Abott

16h45m Parada na FAUERS – Lanche/Apresentação/Fernando Abott/Rua Bandeirantes/Rua Santa Maria/Av. Santos Ferreira/Av. Inconfidência/Metrovel/Dr. Barcelos/Araçá/República/Rua Sem Nome/Maria Isabel/Estrada da Prainha Paquetá/........................Acampamento

DOMINGO - 27/11/11
6 horas - Alvorada /Estrada da Prainha/Maria Isabel/Rua Sem Nome/Rua Roberto FCO Behrends

8 horas - Parada no Arroio Araçá - Rua do Aterro com a Av. Irineu de Carvalho, divisa entre os Bairros Mato Grande e Fátima/1° Parada Rua Roberto Fco. Behrends ( plantio de arvores) /Rua Roberto FCO Behrends/Rua República/ Rua José Veríssimo/ 2° parada centro das comunidades/ Rua Maria Isabel /Estrada da barca /3° parada capela N S de Fátima/ ....................................................Encerramento.

Tendo ou não bicicleta você pode participar!

ESCOLHA ALGUM MOMENTO OU PARTICIPE EM TODO O ROTEIRO!!!

'O trinômio economia, saúde e ecologia, está diretamente ligado a vida de quem usa muito a bicicleta.

Melhoramos a vida de todos nós e também do nosso meio-ambiente.'


Veja o projeto aqui: http://arroioaraca.blogspot.com/2011/11/projetos-herdeiros-de-sepe-tiaraju-e.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Síntese da audiência pública preparatória para a Rio+20, dia 21/11/2011, na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa - RS

"Seremos protagonistas na Rio+20" (Deputada Marisa Formolo)

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente realizou, nesta segunda-feira (21), audiência pública preparatória para a Rio+20.A Conferência marca o 20º aniversário da Rio 92 (ou Eco 92). Na Rio+20 será feito um balanço do ciclo de conferências da ONU, iniciado com a Rio 92, incluindo conferências sobre população, direitos humanos, mulheres, desenvolvimento social e a agenda urbana. Além disso, em 2012 o Protocolo de Kyoto terá chegado ao seu limite de vigência. A Rio + 20 se propõe a debater três questões: avaliação do cumprimento dos compromissos acordados na Rio 92, economia verde e arquitetura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A audiência foi conduzida pela deputada Marisa Formolo, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, que abriu o encontro explicandoque “o processo de deterioração acelerada dos recursos naturais e do próprio planeta acaba gerando várias crises que colocam o futuro da humanidade em perigo, e nós, da Comissão de Saúde, vamos ser protagonistas neste debate”. Marisa observou que o objetivo da audiência é levantar um conjunto de temas que afetam o meio ambiente gaúcho e condensá-los em um documento a ser entregue na Cúpula dos Povos da Rio +20.

Relatos de Violações dos Direitos Ambientais e Sociais

Representando o povo das Ilhas do Guaíba e dos galpões de reciclagem, o Ir. Antônio Cecchin tratou da grave situação do lixo no mundo e a atuação dos catadores e recicladores. Cecchin explicou que a produção de lixo cresce seis vezes mais do que a população e que, neste ritmo, “o lixo vai inviabilizar a sociedade humana”. Ele informou que existem 1,5 milhão de catadores no Brasil, responsáveis por 98% da reciclagem de lixo e que apenas 2% são reciclados pelas políticas de coleta seletiva do poder público. Cecchin destacou a importância dos catadores na preservação ambiental “os catadores são os profetas do meio ambiente porque através das ações de redução da poluição, reutilização e reciclagem eles minimizam a destruição da natureza”. Ele criticou os municípios que adotam a incineração do lixo, pleiteou apoio às organizações de catadores e sugeriu o aproveitamento de prédios públicos desocupados ou abandonados como centrais para os catadores.

Isaura Conte do Movimento das Mulheres Camponesas criticou o agronegócio que, segundo ela, “possui uma dívida impagável com o planeta, gerada pelo desmatamento e pela utilização de agrotóxicos, eles esquecem que a natureza é de todos”. Isaura destacou que a Rio+20 deve se concretizar com os países cumprindo os itens acordados e criticou as alterações do novo Código Florestal. Ela concluiu dizendo que “o capitalismo verde não serve, quem destrói o planeta não pode vender créditos de carbono”.

Ronaldo Schäffer abordou a luta pela preservação do Morro Santa Tereza, representando a Associação dos Moradores do Morro. Ele relatou que em dezembro de 2009 começaram movimentos para a desocupação do Morro Santa Tereza e que o terreno seria vendido por preço muito abaixo do mercado, mesmo existindo uma área de proteção ambiental no local. Ele concluiu dizendo que a organização da sociedade barrou a venda do terreno da Fase e defendeu que a sociedade se organize para enfrentar a destruição capitalista.

Ronaldo Souza, do Movimento em Defesa do Parque Náutico e da Lagoa dos Quadros, fez uma explanação sobre as denúncias de irregularidades na construção dos loteamentos e condomínios horizontais no Litoral Norte. Ele salientou que “a transformação urbana dos espaços vai retirando da comunidade a vegetação natural e privatizando os espaços públicos”. Ronaldo observou que o plano diretor de Capão da Canoa é desrespeitado pelos condomínios.

Valdomiro Hoffmann, do Fórum de Pesca do Litoral Norte, trouxe relato do Movimento dos Pescadores Artesanais. Valdomiro disse que os pescadores artesanais são impedidos de trabalhar pelos empreendimentos que fecham o acesso às margens de lagoas, rios e mar.

Pela Organização da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, Daniele Barbosa discorreu sobre o uso de agrotóxicos, que violam o direito ao ambiente saudável. Ela observou que “o trabalho com agrotóxicos possibilita a ingestão acidental causando intoxicações nos trabalhadores, que consomem veneno diariamente sem conhecimento”. Segundo Daniele os lençóis freáticos estão contaminados e até mesmo o leite materno é afetado. Ela denunciou que não há fiscalização do uso de agrotóxicos e que existe uma dependência grande dos agricultores com as empresas produtoras.

O promotor de justiça do MPE, Rodrigo Schoeller de Moraes, questionou “o que quer a sociedade crescimento ou desenvolvimento? E a que custo?” Rodrigo fez um paralelo com o crescimento chinês, que se fortaleceu economicamente, mas de forma predadora e insustentável.

Mauri Cruz da Abong disse que na Eco92 houve a instituição da Agenda 21, da preocupação com o aquecimento global e do consumo desenfreado. Ele salientou que as políticas atuais “são de crescimento sob o ponto de vista econômico, medido pelo aumento do consumo, e não pela qualidade de vida”. Mauri propôs o reconhecimento da riqueza dentro dos modelos de vida dos povos tradicionais, e não pelo acúmulo de capital. Disse que a economia verde é uma forma dissimulada de realimentar o insustentável modelo capitalista, e que o mundo deve modificar radicalmente seu padrão de consumo.

Arlete Pasqualetto, da Fundação Zoobotânica, informou que o governo estadual está criando uma lei de resíduos sólidos com base na lei federal e que a FZB busca projetos para aplicar na prática o conceito de desenvolvimento sustentável. Falou que está em análise a criação de indenização por preservação ambiental, abordou o Bioma Pampa e os desertos verdes, e também a busca pelo regramento da silvicultura, evitando uma conversão do bioma.

Encaminhamentos

Ao final da audiência pública, a deputada Marisa Formolo definiu os seguintes encaminhamentos: 1) Criação de um comitê organizador para as ações da Rio +20, formado pelas instâncias de Estado, a Famurs, MPE, Apedema, entidades da sociedade civil organizada e as instituições presentes que desejassem participar; 2) O Comitê se integraria à Organização do FSM, para levar as questões debatidas na audiência pública à pauta de discussões do Fórum; 3) A proposta também será levada ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para estudo; 4) Levar a discussão da Emenda 164 do novo Código Florestal Brasileiro ao FSM; 5) Em relação ao Código Brasileiro de Mineração, a criação de uma figura similar a do agricultor familiar para os pequenos basalteiros; 6) Moção contrária à aprovação da Emenda 164 do Novo Código Florestal, mantendo-se a diferenciação entre agronegócio e agricultura familiar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Audiência pública preparatória para a Rio+20

          
Nesta segunda-feira, 21, a Comissão de Saúde e Meio, presidida pela deputada Marisa Formolo, realizou audiência pública preparatória para a Rio+20. Eis o pronunciamento do Irmão Antônio Cechin, sobre os catadores:



Vivemos a era do lixo
Necessidade de políticas públicas

por Irmão Antônio Cechin*

Um professor e pesquisador da universidade de Campinas (UNICAMP) tem um artigo intitulado “O triunfo do lixo”.
Começa seu artigo afirmando “se a humanidade vive a era do conhecimento, vive também a era do lixo. Do ponto de vista da quantidade, a natureza movimenta, em seu ciclo normal, 50 bilhões de toneladas de materiais por ano. Os homens, por sua vez, movimentam 48 bilhões de toneladas-ano. Destes 50 bilhões, 30 bilhões são de lixo.
Naturalmente, o lixo é problema em todos os países do mundo. A humanidade está gerando cada vez mais lixo. O Brasil é um dos que mais sofrem com este problema. Na escala da humanidade, o Brasil ocupa, proporcionalmente à sua população, um dos primeiros lugares. Ele é um dos maiores geradores de lixo. Nossa população nacional equivale a 3,06 % do total mundial e seu produto interno bruto (PIB) corresponde a 3,5 % da riqueza global. Porém os brasileiros descartam 5,5 % do lixo do planeta.
Entre os anos de 1991 a 2000 – os últimos 10 do milênio – a população brasileira cresceu 15,6 %. No mesmo período, o país ampliou seus descartes em 40 %. Em 2009, o aumento da população foi da ordem de 1 %, porém a geração de rejeitos aumentou 6 %. O lixo cresce hoje, no Brasil, seis vezes mais que sua população. Trata-se de uma expansão perversa.
Face ao lixo nossos governos não agem. A sociedade não faz a sua parte e o cidadão individualmente não se movimenta. O resultado dessa combinação é dramático. A continuar assim, o lixo vai inviabilizar a sociedade humana. Se o primeiro dilúvio do mundo foi de água, vem aí o segundo, o do lixaredo, especialmente o dilúvio de plástico.
Os únicos que tem trabalhado em favor da sociedade são os catadores de lixo, que em vez de serem parabenizados, são discriminados e maltratados tanto pelas elites quanto pelo poder público.
Para se ter uma idéia, dos resíduos secos gerados no país, 13 % são recuperados. Destes, 98 % são coletados pelos catadores e apenas 2 % pelos programas de Coleta Seletiva de Lixo. Em 2010, pasmem, dos 5.565 municípios brasileiros, somente 142, ou 2,5 % do total, mantinham algum tipo de parceria com esses trabalhadores da catação. Eles são os grandes heróis nacionais do meio ambiente, uns autênticos PROFETAS DA ECOLOGIA, fazendo sua pregação concreta em ruas e praças de nossas cidades.
O problema do lixo é complexo. Envolve absolutamente todas as pessoas do mundo e todas as instituições possíveis e imagináveis. Tarefas inadiáveis se impõem. Deter-nos-emos nas três consideradas clássicas: 1) REDUZIR a quantidade de lixo; 2) REUTILIZAR tudo o que for possível que rola no lixo; 3) RECICLAR. São os famosos 3 R: reduzir, reutilizar e reciclar.
Em questão de RESÍDUOS SÓLIDOS, como já dissemos, o CARA é o CATADOR. Ele é o Herói, o Profeta da Ecologia e o Médico do Planeta. É o cidadão 3 erres!... De pária da civilização urbana, de mendigo, de faminto na maioria das vezes vítima de êxodo rural, acuado pela fome, começou a vasculhar lixeiras em busca de restos de comida e aos poucos deparou com algo mais. Constatou que jogadas fora estão coisas que tem valores, que ainda servem para alguma coisa. Mudou a própria definição daquilo que se designava pela palavra lixo a ser descartado absolutamente. Grudou-se às lixeiras em vez de roubar ou assaltar. Recusou-se a mendigar um pedaço de pão junto ás portas das casas. Diferentemente do normal dentro do capitalismo, sem capital nenhum, com investimento zero, arranjou seu próprio emprego: o de catador, profissão ainda não regulada. O catador é um sobrevivente graças ao lixo. Auto-erigiu-se à categoria de cidadão, virou caminhante por ruas e vielas das cidades. Perambula teimosamente decidido a não se transformar em mais um consumista e produtor em excesso de descartáveis. Quando ORGANIZADO em coletivos de trabalho pode ajudar em transformar simples coletivos em Comunidades Ecológicas de Base, Ecumênicas de Base e até Eclesiais de Base. Desencadeia todo um processo produtivo capaz de ir ao encontro de verdadeira cordilheira dos Andes formada de montanhas de lixo. Ele já recolhe atualmente, no Brasil 92 por cento de todo o lixo destinado à reciclagem contra apenas 6 % do recolhido por toda a máquina da tão decantada parafernália dos governos municipais. Como se poderia negar-lhe o epíteto de SENHOR REDUTOR por excelência de Lixo? Isso naturalmente se fosse instituído um prêmio em favor de quem trabalha duro como na parábola do beija-flor que com seu biquinho sua em bicas para extinguir florestas assoladas por incêndio. Através da TRIAGEM, com suas mãos movidas diretamente a energia solar, é o profissional da despoluição planetária. Foi o primeiro a trilhar, no Brasil, o CAMINHO DO SOL que é fonte única de todas as energias limpas ou suaves do planeta TERRA.
Andamos necessitados, no trabalho com catadores, de POLÍTICAS PÚBLICAS, em primeiro lugar a fim de que todos os que produzem lixo, sem exceção de espécie alguma, colaborem com os catadores no sentido de diminuir a produção de descartáveis.
Quando a sociedade humana era quase totalmente rural não existia lixo. No campo não existe lixo.
Hoje infelizmente, não existe mais a roça ou o campo. Tudo no planeta é urbano ou no mínimo rur-urbano principalmente por causa das EMBALAGENS que invadiram absolutamente todas as regiões. Sem embalagens, o consumismo nas compras praticamente não existiria.
Leis devem obrigar a todo cidadão a separar lixo seco de lixo orgânico, num primeiro momento.
Num segundo momento, parte do lixo orgânico não deve sair para a rua para os containers como os que acabam de ser criados em Porto Alegre e que estão sendo incendiados.
Dou um exemplo: lá em casa, somos dois manos. Na sacada do apartamento temos uma caixa em que colocamos tudo o que é vegetal que antes era descartável. É o nosso minhocário. Trabalhando em periferias, havíamos feito uma experiência na cidade de Canoas. Pesquisando sobre as despesas relativas à alimentação dos operários, descobrimos que 70 % delas eram com vegetais como saladas e frutas extraídas da terra. Destinando o que é vegetal para o minhocário, além de produzir TERRA VIVA, diminuímos em 70 % nosso lixo residencial porque uma parte dele vai para a coleta seletiva e a outra para as minhocas. Nem é preciso ter uma sacada para a façanha. Uma gaveta de uma cômoda resolve admiravelmente o problema. Transformamos o problema lixo em solução para os catadores e ao mesmo tempo para as despesas da prefeitura que faz a coleta, porque só mandamos para a rua 30 % do que mandávamos antes.
Inteligente é a Lei dos Resíduos Sólidos do ex-presidente Lula que hoje deve ser a inspiradora de todas as políticas públicas em torno do assunto. Essa lei coloca nas mãos dos COLETIVOS de trabalho dos catadores, toda a cadeia produtiva de resíduos sólidos desde a coleta seletiva, passando pela triagem, a prensagem, o artesanato de sucata, a fabricação de novos objetos, a central de vendas, etc.
Existe na praça uma fantástica oferta mão de obra disposta a trabalhar em resíduos sólidos. Ela está espalhada por toda a cidade, desde as periferias até o centro. E dizer que só existem em Porto Alegre, 17 coletivos de trabalho atendendo, no máximo a uns 600 catadores. A maioria dos ditos galpões não obedece às mínimas condições para um trabalho digno. Em cada bairro, em cada comunidade, dever-se-ia ter o correspondente local de beneficiamento dos resíduos sólidos. Eles, os próprios catadores começando pela coleta em seu próprio bairro ou comunidade.
Imaginemos a mão feminina que significa 95 % da população catadora, com um carrinho criado pela Itaipu binacional em que a mulher não dispende nenhuma energia humana para movimentar, indo com este carrinho de porta em porta falando sempre com outra mulher que é dona de casa, dentro do princípio de que “mulher com mulher se entende” explicando a separação em lixo orgânico e lixo seco e passando diariamente nas mesmas casas para a coleta. Existiria no mundo outra melhor e mais perfeita educação ecológica do que esta feita pelas casas de boca a boca?
A REUTILIZAÇÃO dos materiais depois de separados se dá pela devolução de objetos em condições para isso, tais como garrafas de vidro, frascos em geral e outros tipos de objetos. Dá-se também através de artesanato bem montado junto a cada coletivo, como por exemplo a fabricação de sabão com resíduos de óleo de cozinha, fabricação de papel, trituração de plástico a partir de moinho caseiro, e mesmo outra etapa que é a fabricação de matéria prima plástica através de uma estrusora. Isso já havíamos conseguido 30 anos atrás em alguns dos galpões existentes na época. Se ao lado de Galpões de Catadores temos uma rede de unidades diversificadas em regime de economia solidária, tudo fica mais fácil.
A RECICLAGEM que unifica toda a cadeia produtiva em questão de resíduos sólidos através de coletivos necessita naturalmente de assessorias preparadas tecnicamente e pedagogicamente. Do contrário, a partir das relações de exploração que é o apanágio do sistema capitalista, os coletivos de trabalho tendem a imitar o modelo capitalista avassalador. Hoje o novo, a grande alternativa ao capitalismo, é o estabelecimento de relações interpessoais ricas entre os que trabalham em um mesmo galpão. É só com solidariedade e trabalho em mutirão, que gente pobre passa a se relacionar em sadia relação de colaboração, como autênticos irmãos à semelhança do que existiu no Brasil e que ainda continua a existir entre índios e quilombolas, modelos da economia solidária com que sonhamos.
Concluindo: o personagem-chave da solução do problema do lixo no Brasil, é o catador enquanto organizado em coletivos de trabalho, não descartando, porém o catador como trabalhador isolado buscando sustento para sua própria família. Como tal deve ter seu trabalho respeitado, dignificado e ser sujeito de políticas públicas que lhe forneçam as melhores e mais vantajosas condições de formação e trabalho.
As soluções que o sistema capitalista propõe e que passam por cima do trabalho e dos interesses dos catadores tem o vício de origem de serem apenas com intenções lucrativas e eminentemente anti-ecológicas como é por exemplo o caso das empresas incineradoras de lixo, mesmo as produtoras de energia. Através da incineração acaba-se com qualquer resquício de vida nas cinzas. Isso fere o princípio de toda a verdadeira ecologia: “tudo o que vive merece viver”. Em materiais orgânicos produzidos pela natureza, mesmo nos descartados, sempre restam milhões de células vivas. Se devolvemos nem que seja apenas uma célula viva à Mãe Terra, a natureza agradece. Além disso, queimando milhares de toneladas de lixo, uma incineradora acaba tornando inviáveis milhares de empregos para catadores. É toda uma mão de obra que voluntariamente se apresenta para o novo de uma economia solidária, alternativa ideal para a economia capitalista de classes irreconciliáveis porque estabelece sempre relações de exploração.
Meus amigos e minhas amigas:
Oxalá se abram alas aos atuais PROFETAS DA ECOLOGIA: catadores carrinheiros através de ruas e praças e catadores galponistas organizados em coletivos de trabalho! Os catadores do Brasil, conforme estimativa somando em torno de um milhão e quinhentos mil, pedem passagem!

*Antônio Cechin nasceu em Santa Maria/RS, no dia 17 de junho de 1927 e é Irmão Marista, miltante dos movimentos sociais, fundador da CPT RS, Pastoral da Ecologia e da ONG Caminho das Águas e autor do livro Empoderamento Popular. Uma pedagogia de libertação. Porto Alegre: Estef, 2010.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Audiência pública preparatória para a Rio+20

Nesta segunda-feira, 21, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente realiza audiência pública preparatória para a Rio+20. O debate acontece a partir das 14 horas no Plenarinho, 3º andar da Assembléia, e prevê o relato da situação ambiental de diferentes áreas, como a construção de condomínios fechados no entorno das lagoas do litoral norte, os desertos verdes no Pampa com a plantação de eucaliptos, a utilização de agrotóxicos e a agroecologia, a luta pela preservação do morro Santa Tereza, entre outros. Confirmadas as presenças da Secretária Estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony, a presidente da Fundação Zoobotânica, Arlete Ieda Pasqualetto, outras autoridades e movimentos sociais. A Comissão de Saúde quer sistematizar as propostas para apresentar em documento durante a Conferência.
A deputada Marisa Formolo, presidente da Comissão, destacou que “uma boa proposta para a Rio+20 inclui a mudança na cultura do consumo obsessivo, a produção de forma cada vez mais ecológica, a utilização de fontes energéticas não poluentes e uma arquitetura social mais fraterna, de compartilhamento do mundo”.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O triunfo do lixo?



Embora população brasileira seja equivalente a 3,06% do total mundial e seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponda a 3,5% da riqueza global, os brasileiros descartam 5,5% dos resíduos planetários. O comentário é do geógrafo e sociólogo Maurício Waldman, autor, entre outros, do livro Lixo: Cenários e Desafios (Cortez, 2011).
A reportagem é de Manuel Alves Filho e publicado pelo jornal da Unicamp, 31 de outubro a 6 de novembro de 2011 e também está publicada no IHU On-line, de 01/11/11.

Se a humanidade vive a era do conhecimento, vive igualmente a era do lixo. Do ponto de vista quantitativo, a natureza movimenta, em seu ciclo normal, 50 bilhões de toneladas de materiais por ano. Os homens, por seu turno, movimentam 48 bilhões de toneladas no mesmo período, sendo que 30 bilhões são de resíduos. “Isso é muito mais do que o ambiente pode suportar”, sentencia o geógrafo e sociólogo Maurício Waldman, especialista no tema. Ele é o autor, entre outros, do livro Lixo: Cenários e Desafios, indicado como um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti 2011 na categoria Ciências Naturais. A obra é resultado da pesquisa de pós-doutoramento de Waldman, desenvolvida no Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, sob a orientação do professor Antonio Carlos Vitte e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).
Clique AQUI (cptdors.blogspot.com) para ler toda reportagem...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SOS Rios do Brasil em permanente campanha: "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES"

O Blog SOS Rios do Brasil mantém desde 2008 a vitoriosa campanha permanente "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES", para alertar, orientar e ajudar as famílias que ocupam áreas de risco de enchentes, alagamentos, deslizamentos, etc, para que possam minimizar os efeitos das pesadas chuvas, no período de novembro a março, em boa parte do Brasil.
Tem recebido considerável apoio e adesão de outros sites, blogs, jornais, revistas e importantes Ongs, associações e entidades comunitárias, que atendem as populações que enfrentam todos os anos, os mesmos problemas, no período das chuvas de verão.
O blog tem divulgado nas comunidades um texto de orientação geral e alerta para ajudar a evitar as tragédias nos deslizamentos, enchentes e alagamentos, inclusive apelando para os responsáveis para que realizem mutirões de limpeza, vistorias e até mesmo deslocamento de famílias, quando necessário.
Também disponibiliza na Campanha um texto muito real, a Cartilha de Defesa Civil do Cidadão, fruto da triste e dolorosa experiência de comunidade de Blumenau (SC), que ao longo dos anos enfrentou diversos episódios, no período das chuvas.
A Pastoral da Ecologia apóia esta campanha que também visa sensibilizar lideranças religiosas a se engajar na conscientização das pessoas para o comprometimento com a prevenção de fenômenos da natureza, causados pelos desequilíbrios ambientais.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Defesa da água como bem público e direito universal marcou a 18ª Romaria das Águas

Ás 9 horas desta quarta-feira, dia 12, centenas de romeiros e romeiras saíram da Usina do Gasômetro numa procissão fluvial em direção ao estaleiro da Ilha da Pintada, onde encontraram outros barcos menores, sendo um deles o portador da imagem de Nossa Senhora Aparecida das Águas. Da ilha de volta ao Gasômetro, a imagem da Senhora das Águas conduziu romeiros e romeiras que cantavam e rezavam em diversas crenças e anunciavam o valor comum para todos, que é o cuidado com a natureza. Assim iniciou em Porto Alegre a 18ª Romaria das Águas, com o tema: "Água, bem público e direito universal"
Ao retornar para a Usina do Gasômetro, outras centenas de pessoas aguardavam a chegada da imagem e seus romeiros/as. A Senhora das Águas foi recebida num corredor humano formado pela fraternidade de pessoas de diversas religiões que se deram as mãos para acolher a imagem que denúncia abuso e o desrespeito com as águas e anuncia o cuidado ecológico da vida. Após a fraterna recepção da imagem, o largo do Gasômetro se tornou um grande templo, onde a diversidade religiosa cultural celebrou o amor e compromisso com a criação de Deus. Todas as manifestações foram unanimes em defender a Água como um bem público e direito universal. Líderes religiosos defendem que a Água nunca jamais deve ser privatizada. E que toda a população tem direito de receber em sua casa a água potável, sem ter que pagar por ela como mercadoria.
O coordenador da Associação Caminho das Águas, Irmão Antônio Cechin, falou sobre a importância de todos os romeiros e romeiras se comprometerem com a luta em defesa do serviço público e de qualidade na distribuição da Água. Entre os manifestantes, estava o ex-governador, Olívio Dutra, que também foi Ministro das Cidades e falou em defesa da Água como bem público.
O encontro contou com a presença da equipe do programa Vida no Sul, que gravou com o grupo de Antônio Gringo para a próxima edição do programa que vai ao ar no sábado às 22 horas. Após a Tribuna Ecológica, a 18ª Romaria das Águas encerrou com a Cerimônia do envio e o compromisso no Rito de purificação das Águas.
Esta foi a 18ª edição da Romaria das Águas que iniciou com a devoção de catadores nas Ilhas do Guaíba, quando encontraram junto ao "lixo" a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A imagem estava quebrada, mas colaram, prepararam um altar, ascenderam velas e rezaram para a Mãe e Senhora das Águas que hoje reúne pessoas de diversas religiões e denominações religiosas, mas, com um único objetivo: preservar a vida que Deus criou.
O evento Romaria das Águas não ocorre em apenas um dia. Na verdade, a Romaria culmina no dia 12 de Outubro em Porto Alegre, mas a imagem da Senhora das Águas percorre diversas cidades do Estado na coleta de água das nascentes. Fazendo um roteiro de coleta, a Romaria acontece num longo processo de educação ambiental e campanha pela preservação e respeito para com as águas e o meio ambiente. A iniciativa da Romaria foi do Irmão Antônio Cechin, coordenador da Associação Caminho das Águas, que além de promover a Romaria das Águas, também é responsável pela Bicicletada Caminhos de Sepé e desenvolve um trabalho permanente com os catadores de Porto Alegre e região. A realização desta Romaria contou com o apoio de diversas entidades religiosas, como a FAUERS (Federação Afro-Umbandista e Espiritualista no Rio Grande do Sul), a Pastoral da Ecologia da CNBB Sul 3. A Romaria também teve o apoio da CORSAN e da Assembléia Legislativa, através da Comissão de Saúde e Meio Ambiente. Nos municípios onde passou a imagem e se realizou a coleta das águas, a Romaria teve o apoio de entidades locais e em muitos casos das administrações municipais.
Na Romaria deste dia 12 de outubro de 2011 se iniciou a distribuição de uma cartilha sobre o cuidado das Águas, elaborada pela Professora Maria Inês de Canoas, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e que continuará sendo distribuída, de modo especial para as escolas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

18ª Romaria das Águas, na próxima quarta, dia 12, em Porto Alegre

18ª ROMARIA DAS ÁGUAS
Água: Bem público e Direito Universal


A Romaria das Águas não acontece em apenas um dia. Ela culmina em 12 de Outubro em Porto Alegre, mas a imagem da Senhora das Águas percorre diversas cidades do Estado na coleta de água das nascentes. Fazendo um roteiro de coleta, a Romaria acontece num longo processo de educação ambiental e campanha pela preservação e respeito para com as águas e o meio ambiente. No dia 12 de Outubro ocorre a procissão fluvial, com o encontro das Águas no Guaúiba em Porto Alegre. Este ano é a 18ª edição da Romaria que iniciou com a devoção de catadores nas Ilhas do Guaíba, quando encontraram junto ao "lixo" a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A imagem estava quebrada, mas colaram, prepararam um altar, ascenderam velas e rezaram para a Mãe e Senhora das Águas que hoje reúne pessoas de diversas religiões e denominações religiosas, mas, com um único objetivo: preservar a vida que Deus criou.
O tema desta 18ª Romaria das Águas é: "Água, bem público e direito universal"

Programação de 12 de outubro de 2011:
Procissão Fluvial
8h às 9h: Concentração dos barcos
Local: Estaleiro da Ilha da Pintada
9 horas: Saída do barco de passageiros da Usina do Gasômetro em direção a Ilha da Pintada.
9h 30min: Saída da Ilha da Pintada com a “Senhora das Águas”.
10h 30min: Chegada da Imagem da “Senhora das Águas na Usina do Gasômetro – POA.
Culto Interreligioso
12 horas: Almoço – Peixe na taquara
13h 30min: Momento artístico à “Senhora das Águas”. – Músicas da Fonte – Antônio Gringo e conjunto.
14h 45min: Axé Jovem – FAUERS
15h 10min: Mitologia Africana –
Eduardo Branca
15h 50min: Tribuna Ecológica – Falas entremeadas de músicas, danças, encenações.
16h 30min: Cerimônia do envio, COMPROMISSO com o RITO da purificação das Águas.
Acompanhe neste link o roteiro de peregrinação da imagem da Senhora das Águas: www.romariadasaguasguaiba.blogspot.com
Imagem: Maria Inês Pacheco
18ª ROMARIA DAS ÁGUAS
Água: Bem público e Direito Universal
PLANETA ÁGUA: NOSSA CASA - NOSSA VIDA
Povo sábio não abre mão do controle da água que sustenta sua vida.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje é o Dia de São Francisco de Assis e do Bem Estar Animal


Hoje, 4 de outubro, é a Festa de São Francisco de Assis e o município de Canoas celebra oficialmente esta data com o Dia do Bem Estar Animal. Por ser o padroeiro da Ecologia, o protetor dos animais e um santo universal, venerado e celebrado por pessoas de diversas religiões, o Dia de São Francisco de Assis foi escolhido para ser a data de conscientização sobre o respeito aos animais e toda a natureza. E o município de Canoas, através da lei 5.615/2011, de autoria do vereador Ivo Fiorotti, criou o Dia Municipal do Bem Estar Animal.
Nesta terça-feira, 4 de outubro, acontece em diversos pontos da cidade, ações de conscientização sobre o cuidado e a posse responsável de animais domésticos. O 1º Dia do Bem Estar Animal em Canoas é comemorado hoje pela Prefeitura Municipal, através da Diretoria de Vigilância em Saúde, em parceria com entidades e o Fórum do Bem Estar Animal.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

1º Encontro Herdeiros de Sepé - Canoas

No dia 8 de outubro acontecerá o primeiro encontro Herdeiros de Sepé/Canoas, um movimento que iniciou com o grupo canoense que participou da 4ª Bicicletada Caminhos de Sepé, nos dias 1º a 7 de fevereiro de 2011, entre Rio Pardo e São Gabriel. Ao participar da bicicletada, um grupo de jovens de Canoas assumiu o compromisso de continuar a conhecer melhor e divulgar Sepé Tiaraju, de mofo especial, através de atividades socioambientais, como, por exemplo, a bicicletada. E para concretizar este propósito, o grupo Herdeiros de Sepé/Canoas está programando seu primeiro encontro.
Data: 08 de outubro, de 2011.
Local de concentração: Rua Nossa Senhora Aparecida, 155, Vila Natal.
Horário: 8:00 horas
Caminho: até a Praia do Paquetá, Rio do Sinos.
Cegada na Paquetá: 9:00 horas.
Concentração na Paquetá até às 13 horas, com almoço partilhado.
Contatos para inscrição e maiores informações:
Senilda: (51) 98942348 - mariasenilda@yahoo.com.br

Atenção!
Está previsto para o mês de novembro a 1ª Bicicletada de Canoas.
E em fevereiro tem a 5ª Bicicletada Caminhos de Sepé, entre Rio Pardo e São Gabriel.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Seminário Estadual de Educação Ambiental/Pró-Sinos - Assembléia Legislativa

O Consórcio Pró-Sinos convida para participar do SEMINARIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, que será realizado no dia 30 de setembro de 2011, das 8 às 17hs, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, (Praça Marechal Deodoro, nº101, Centro - Porto Alegre/RS).
As inscrições podem ser realizadas pelo telefone (51) 3575 3325 ou pelo site clicando aqui.
No dia 30, as inscrições poderão ser feitas no local do evento no periodo das 8 às 8:30hs.
Programação
Manhã:
• 8h às 9h – Credenciamento;
• 9h – Abertura;
• 9h10min – Vídeo Institucional do Pró-Sinos.
Tema: Desafios atuais da Educação Ambiental;
Mesa: Pró-Sinos, Agência Nacional de Águas - ANA, Ministério das Cidades e Ministério do Meio Ambiente – MMA.
• 10h30min às 10h45min – Intervalo;
• 11h30min – Espaço para Questionamentos;
• 12h – Almoço;
Tarde:
Tema: Troca de saberes na Educação Ambiental
• 14h – Apresentação do Programa de Educação Ambiental do Pró-Sinos;
• 15h – Apresentação da Educação Ambiental/Coletivo Educador/Agenda 21 – Itaipu Binacional;
• 15h45min – Apresentação do Programa de Educação Ambiental do Instituto Martin Pescador;
• 16h15min – Apresentação de experiências do Coletivo Educador do Alto Uruguai;
• 17h - Encerramento.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

10 Anos de Pastoral da Ecologia - RS

A Pastoral da Ecologia foi criada na CNBB do Rio Grande do Sul no início do novo milênio, através do empenho e da coragem do Irmão Antônio Cechin, juntamente com outros companheiros/as, alguns da Família Franciscana, do Sinfrajupe e da OFS e pessoas comprometidas com a causa dos catadores. Ao longo de 10 anos de caminhada, a nova Pastoral procurou ser uma referência para que a Igreja pudesse se manifestar e agir frente às questões ambientais. Como costuma dizer nosso mestre, Irmão Cechin, “a ecologia entrou na Igreja através dos pobres”. Pois, a CNBB reconheceu esta nova pastoral por causa das experiências de trabalho com os catadores.
Desde os primeiros momentos a Pastoral da Ecologia é uma pastoral socioambiental e ecumênica. Envolvida no processo da Romaria das Águas, a Pastoral sempre teve uma forte presença de ecumenismo. E além de ser colaboradora na Romaria das Águas, nossa Pastoral coopera na organização de outras iniciativas sociais e ecumênicas, como, por exemplo, a Bicicletada “Caminhos de Sepé”. E também marcamos presença ativa na organização de diversas edições do Grito dos Excluídos e participação na Romaria da Terra.
Com uma equipe de coordenação regional, a Pastoral da Ecologia também tem a missão de colaborar com a Igreja, motivando as comunidades para o compromisso com a criação de Deus. Por isso, procuramos realizar seminários em âmbito estadual para reunir representação das dioceses. Conseguimos promover 5 seminários, sendo que os dois primeiros tiveram boa participação e os três últimos foram menores. Porém, ricos nos debates e nas reflexões e comprometimentos. As questões da Água e do “Lixo” sempre foram eixos centrais assumidos pela Pastoral da Ecologia. E em nosso último encontro refletimos sobre “qual é a nossa ecologia?”. E confirmamos nosso comprometimento com uma ecologia social, holística e ecumênica, que integra o ser humano; uma ecologia critica, com a compreensão de que o sistema que degrada o meio ambiente é também o mesmo que explora e marginaliza as pessoas. Percebemos que o mesmo modelo político, social e econômico de sociedade, que destrói a natureza é o que violenta as relações humanas, causando guerras e fome. Diante desta compreensão, avaliamos ser importante fortalecer e gestar novos grupos de base e atuar em rede, considerando que é preciso olhar e agir global e localmente.
Desde o início, como Pastoral da Ecologia, lutamos muito para criar equipes diocesanas de pastoral ecológica, o que não se concretizou plenamente. Por isso, optamos pelos Grupos Ecológicos de Base. E os nossos seminários, reuniões e encontros de debates e reflexões, foram clareando a importância de se criar grupos de base e este é hoje um dos principais compromissos da nossa Pastoral, enquanto equipe regional. Entendemos, portanto, que a estrutura funcional da Pastoral da Ecologia se dá na organização de grupos de base articulados em rede.
Para a Pastoral da Ecologia é fundamental a opção pelos pobres, a defesa das pessoas e da natureza degrada pela ambição do capital. Por isso, não tivemos dúvida em apoiar o movimento em defesa da orla do Guaíba, quando ocorreu o plebiscito em Porto Alegre e desde 2010 estamos somando força nas lutas contra a mudança no Código Florestal. Também tomamos partido ao lado de Dom Cappio em defesa do Rio São Francisco. Apoiamos e trabalhamos juntos na campanha pelo limite da propriedade da terra. E, em homenagem aos Guaraní e São Sepé Tiaraju, o lema que usamos em nosso blog é “Na luta pela Terra sem males”.
Vale lembrar que a Pastoral da Ecologia tem quatro pilares de sustentação: testemunho, diálogo, denúncia e anúncio. Ser Pastoral da Ecologia é dar testemunho da fé no Deus criador, cuidando e defendendo a vida das ameaças que sofre nos dias de hoje. E para melhor cuidar, é preciso somar forças, buscar o diálogo e trabalhar com outras pessoas que também acreditam e lutam nesta causa. E, na força do testemunho, no diálogo e na cooperação, podemos e devemos denunciar os abusos e desrespeitos com a vida. Denunciamos, pois, a degradação humana e ambiental, anunciando o Reino Ecológico de Deus, que é a vida em plenitude.
A Pastoral da Ecologia nasceu no início do novo milênio e temos como data de referência a realização do nosso primeiro seminário estadual, que ocorreu poucos dias antes da Festa de São Francisco de Assis, ao romper da Primavera de 2001, entre os dias 21, 22 e 23 de setembro, em Porto Alegre. Portanto, neste ano de 2011 se completam 10 Primaveras da Pastoral da Ecologia. E podemos dizer com São Francisco: “Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas”.
Esta é, em poucas palavras, a Pastoral da Ecologia do Rio Grande do Sul, que quer contar com a tua presença solidária para que, juntos, no testemunho, no diálogo, na denúncia e no anúncio, possamos construir um mundo melhor, de justiça e paz com toda a criação de Deus.
Pilato Pereira - Coordenador da Pastoral da Ecologia - RS

sábado, 17 de setembro de 2011

18ª Romaria das Águas

18ª  ROMARIA  DAS  ÁGUAS
Água: Bem público e Direito Universal

A Romaria das Águas não acontece em apenas um dia. Ela culmina em 12 de Outubro em Porto Alegre, mas a imagem da Senhora das Águas percorre diversas cidades do Estado na coleta de água das nascentes. Fazendo um roteiro de coleta, a Romaria acontece num longo processo de educação ambiental e campanha pela preservação e respeito para com as águas e o meio ambiente. No dia 12 de Outubro ocorre a procissão fluvial, com o encontro das Águas no Guaúiba em Porto Alegre. Este ano é a 18ª edição da Romaria que iniciou com a devoção de catadores nas Ilhas do Guaíba, quando encontraram junto ao "lixo" a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A imagem estava quebrada, mas colaram, prepararam um altar, ascenderam velas e rezaram para a Mãe e Senhora das Águas que hoje reúne pessoas de diversas religiões e denominações religiosas, mas, com um único objetivo: preservar a vida que Deus criou.. 

Programação:
12 de outubro de 2011
PROGRAMAÇÃO:
Procissão Fluvial
8h às 9h: Concentração dos barcos
Local: Estaleiro da Ilha da Pintada
9 horas: Saída do barco de passageiros da Usina do Gasômetro em direção a Ilha da Pintada.
9h 30min: Saída da Ilha da Pintada com a “Senhora das Águas”.
10h 30min: Chegada da Imagem da “Senhora das Águas na Usina do Gasômetro – POA.
Logo em seguida – 
CULTO MACROECUMÊNICO
12 horas: Almoço – Peixe na taquara
13h 30min: Momento artístico à “Senhora das Águas”. – Músicas da Fonte – Antônio Gringo e conjunto.
14h 45min: Axé Jovem – FAUERS
15h 10min:  Mitologia Africana – 
Eduardo Branca
15h 50min: Tribuna Ecológica – Falas entremeadas de músicas, danças, encenações.
16h 30min: Cerimônia do envio, COMPROMISSO com o RITO da purificação das Águas.
PLANETA ÁGUA: NOSSA CASA e NOSSA VIDA 
Povo sábio não abre mão do controle da água que sustenta sua vida.
Acompanhe a programação no blog da Romaria das Águas: www.romariadasaguasguaiba.blogspot.com
18ª  ROMARIA  DAS  ÁGUAS
Água: Bem público e Direito Universal

União pode perder um milhão de km2 de áreas alagáveis com aprovação do Código Florestal



O alerta é do vice-presidente da SBPC, Ennio Candotti, também diretor do Museu da Amazônia.


Por Viviane Monteiro - Jornal da Ciência
A União pode perder quase um milhão de km2 de áreas alagáveis do País se for aprovada a atual versão do Código Florestal em que tramita no Senado Federal. Essa área representa mais de 10% de extensão territorial do Brasil, de 8,5milhões de km2. O alerta é do vice-presidente da SBPC, Ennio Candotti, também diretor do Museu da Amazônia. Ele assegura que, pela Constituição Federal, são terrenos da União "os leitos dos rios" sobre os quais a legislação estende até a suas margens em cheia (a média das cinco maiores enchentes) acrescidos de uma faixa de 15 metros de largura de cada lado. É a partir dessas margens que as Áreas de Proteção Permanente (APPs) deveriam ser estabelecidas, segundo Candotti.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Marta, Maria, Matilde.

Duas amigas de Jesus, as irmãs de Lázaro, Marta e Maria são consideradas personagens bíblicas muito importantes, são dois espelhos para a vida cristã, dois modelos de discípulas de Jesus. Maria foi aquela que “sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando as suas palavras” (Lucas 10:39). E Marta foi quem proferiu, talvez antes de Pedro, a fé em Jesus como “o Messias, o Filho de Deus que devia vir a este mundo” (João 11:27).

Essas duas amigas de Jesus servem como referência para a nossa vida de hoje. Mas, quero falar em três importantes amigas de Jesus: as irmãs Marta e Maria da Bíblia e a Matilde, que também é amiga de Jesus, uma personagem viva da vida de hoje, da vida iluminada pela Bíblia. Quero falar da professora universitária, que prefere ser chamada de educadora popular, talvez porque professora ela foi por um tempo, mas educadora do povo, uma vida inteira. Quero falar de Matilde Cecchin, a mana do Irmão Antônio Cechin. Ela é uma das pessoas indicadas para o “Prêmio Betinho Atitude Cidadã 2011”. Mas, meu objetivo não é convencer ninguém a votar nela, porque sei que Matilde receberá muitos e muitos votos por ela própria, por seu extraordinário exemplo de vida. Com estas palavras, apenas quero manifestar admiração, respeito e carinho por alguém que, silenciosamente, faz uma verdadeira revolução.

É natural que a maioria das pessoas conheça mais o nome de Irmão Antônio Cechin, porque sua vida foi marcada por muitos episódios fortes. Mas ao seu lado, ele sempre teve uma presença de força terna, de mãe e irmã, através da sua “mana Matilde”, como costuma chama-la. Irmão Antônio, o Tonico, na expressão carinhosa da mana Matilde, sempre expressou a importância singular de sua irmã em todos os momentos de sua vida, seja no trabalho, na criatividade, na convivência, no exemplo, no cotidiano de quem vive em defesa da Vida.

Sabemos que todo o bem que Matilde fez ao seu irmão, perseguido, preso e torturado pela Ditadura Militar, foi alimento para que ela se tornasse cada vez mais uma pessoa livre e capaz de servir e amar os pobres. E foi com sua mana Matilde, que o irmão marista, Antônio Cechin, decidiu consagrar sua vida e viver o batismo em comunidade, servindo aos últimos da sociedade. Foram para a periferia de Canoas, onde deram início a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s). E através dos catadores, levaram a ecologia para dentro da Igreja. Juntos, em Canoas e depois nas Ilhas do Guaíba e em outras periferias de Porto Alegre, fizeram um trabalho fantástico de libertação e empoderamento do povo empobrecido, especialmente as mulheres, negros, índios e jovens. E hoje, ambos continuam firmes na luta, tentando garantir dignidade e direitos aos últimos da sociedade, aqueles que vivem do “lixo”, do que lhes sobrou.

Matilde é uma pessoa de atitude cidadã e a sua especialidade é a educação, tendo sido pioneira na catequese libertadora. Mas, o seu sacerdócio - dom sagrado - de educadora se realiza partejando os saberes dos pobres, tornando-os mais livres, conscientes e sabedores da verdade, sabedores da grande verdade de que eles realmente são capazes. Matilde é uma verdadeira educadora, porque possui o mais magnífico dom da educação, que é a humildade.

Por isso e por muito mais, eu já votei. E para quem conhece Matilde Cecchin, indico o site do “Prêmio Betinho Atitude Cidadã” (www.coepbrasil.org.br/premiobetinho)

Pilato Pereira

Pastoral da Ecologia RS

www.pastoraldaecologia.blogspot.com

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Projeto torna crime hediondo a violação de regras sobre agrotóxicos

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1811/11, do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que caracteriza como crime hediondo a produção, a comercialização, o transporte e a destinação de agrotóxicos ou de seus componentes em descumprimento às exigências legais.
A lei atual (7.802/89) penaliza com dois anos de prisão em regime inicialmente fechado, além de multa, quem descumprir as normas sobre agrotóxicos. Ao tornar essas condutas crimes hediondos, o autor quer dar a elas tratamento mais severo. Os crimes hediondos são inafiançáveis e não podem ser objeto de graça, anistia ou indulto.
A proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votada no Plenário.

Eduardo Galeano - Mundo al Revés