sexta-feira, 20 de agosto de 2010

1 ano da Vitória do Não!

23 de Agosto: 1 ano da Vitória do Não!
A população de Porto Alegre Vota Não aos espigões na orla do Guaíba.

Inúmeras entidades, especialmente ambientalistas e associações de moradores, uniram-se e resistiram a uma mudança da legislação municipal que beneficiaria apenas o poder econômico e a especulação imobiliária.

Pressionado pela opinião pública o executivo municipal foi obrigado a alterar a lei prevendo um REFERENDO, depois alterado na Câmara para “consulta pública”, sem obrigatoriedade de voto, sem espaço de propaganda que esclareceria a população sobre o que estariam decidindo.

Com a colaboração de muitos voluntários as entidades da cidadania fizeram panfletos, cópia xerox, cartazes, banners, mandavam e-mails, pediam divulgação na internet e conseguiram aquilo que o poder econômico não queria: 80,7% dos cidadão que sairam de casa para votar disseram Não aos Espigões na Orla!

CNBB é contra mudança no Código Florestal

Durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, dia 19, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, e o secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, apresentaram duas notas divulgadas pelo Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB. Uma das notas manifesta o posicionamento contrário da CNBB ao substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que reforma o Código Florestal. Os bispos defendem a manutenção do atual Código Florestal Brasileiro.
Clique aqui e confira a nota da CNBB
(www.cnbb.org.br)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma luta pelo banimento do amianto

No site do IHU Unisinos uma entrevista especial com Fernanda Giannasi.
A fiscal do trabalho narra a sua trajetória de 25 anos de luta pelo banimento do amianto. "Não usar mais o amianto é uma questão de vontade política", afirma.



sábado, 17 de julho de 2010

Aldo Rebelo nega aquecimento global

Em carta intitulada "A trapaça ambiental", o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) respondeu nesta quinta-feira, 15 de julho, ao artigo do coordenador do ISA, Márcio Santilli, divulgado em 1º de julho. O deputado define a teoria do aquecimento global como incompatível com o conhecimento contemporâneo.

O texto de Márcio Santilli define como reacionárias e predatórias as propostas de mudanças no Código Florestal apresentadas por Rebelo no relatório aprovado pela comissão especial de deputados majoritariamente ligados à bancada ruralista.

Leia no site IHU Unisinos a reportagemcompleta e a íntegra da carta de Rebelo.

Fonte: IHU Unisinos:

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34408

Foto: Engenharia Ambiental da Unifor

domingo, 11 de julho de 2010

Thomas Lewinsohn afirma que "as modificações no Código Florestal são perversas"

No Jornal O Estado de S. Paulo, deste domingo, 11/07/2010, "Três perguntas para..." Thomas Lewinsohn, Presidente da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação e professor do Instituto de Biologia da Unicamp. E o especialista confirma que "as modificações no Código Florestal são perversas"

1. Surpreendeu a aprovação do texto que propõe mudanças no Código Florestal?
Foi uma certa surpresa, sim, porque eu tinha esperanças de que haveria bom senso por parte dos parlamentares. As modificações no Código Florestal são perversas.

2. Em que sentido?
O pior é o ponto que anistia a quem desmatou ao longo desses anos todos. Se o Congresso aprovar em plenária e o Executivo sancionar esse texto, estarão legislando de forma a dizer que o meio ambiente não é importante. Seria uma plena licença para detonar o patrimônio ambiental para garantir a expansão da economia.

3. Um dos argumentos do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é de que o Código Florestal atual prejudica o pequeno produtor.
Não sei se dizer isso é ingenuidade ou cinismo. Certamente quem mais será prejudicado pela licença para destruir será o pequeno produtor, que terá de conviver com degradação do solo, erosão, assoreamento. O grande produtor abandona a terra quando ela não é mais produtiva. O retrocesso é tamanho que vai acabar com a credibilidade da agricultura brasileira perante o mundo. Estamos à mercê de pessoas com a mesma mentalidade dos velhos barões.

Fonte: O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Vigília pelo Código Florestal

Gaúchos realizam vigília pelo Código Florestal no domingo, dia 11

Manifestação, que conta com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, terá caixões e coroas de flores, para simbolizar a morte da legislação ambiental e do patrimônio nacional brasileiro. No próximo dia 11 de julho (domingo), às 10h, ambientalistas realizarão uma vigília para marcar a aprovação de mudanças catastróficas na legislação ambiental brasileira. A manifestação, que acontecerá no Parque da Redenção, contará com caixões e coroas de flores, simbolizando a morte do Código Florestal e também de bens fundamentais de nosso patrimônio natural, como a água, as florestas, a biodiversidade e a regulação do clima. A concentração para a manifestação será na esquina da José Bonifácio com a Osvaldo Aranha.

A Comissão Especial do Código Florestal na Câmara dos Deputados aprovou nesta semana diversas mudanças na legislação atual. As mudanças, defendidas pela bancada ruralista e pelo setor do agronegócio, haviam sido compiladas em um relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo no início de junho. O texto aprovado pela Comissão segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados, mas ainda não tem data definida para entrar em votação.Entre as mudanças mais perigosas para o meio ambiente, estão a anistia para quem desmatou até 2008, o fim da Reserva Legal para propriedades de até quatro módulos, a diminuição das Áreas de Preservação Permanente e a autorização para que Estados e municípios legislem sobre o assunto.

A Fundação SOS Mata Atlântica vem acompanhando as discussões sobre o Código Florestal desde o início e em março deste ano lançou a campanha Exterminadores do Futuro, que tem por objetivo proteger a legislação ambiental brasileira, monitorando o andamento de leis e decretos e o comportamento dos parlamentares sobre temas que interfiram na proteção do bioma Mata Atlântica.


"Iniciativas como a dos ambientalistas gaúchos são fundamentais para mostrar para a população o que está acontecendo em Brasília e como alguns deputados vêm destruindo o meio ambiente e ameaçando nosso futuro", destaca Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação. "Os brasileiros estão preocupados com seu patrimônio natural e não querem ver as leis ambientais destroçadas, mas muitas vezes nem ficam sabendo o que acontece no Congresso. Por isso essas mobilizações regionais são tão importantes", defende.

Se você quiser registrar suas condolências, entre na http://www.conexaososma.org.br/ e para mais informações acesse www.sosma.org.br/exterminadores . MANIFESTAÇÃO AO CÓDIGO FLORESTALDATA: 11 de julho, domingo, às 10hLOCAL: Parque da Redenção


Contato: Adriane Bertoglio Rodrigues (51) 9813-1785 Christiane Telles (51) 8177- 4083

Eduardo Galeano - Mundo al Revés