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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Irmão Cechin: aos 85 anos, o profeta dos catadores ainda está disposto a lutar

Comprometido com a causa dos catadores
e carroceiros, irmão marista critica governo,
movimento tradicionalista
e conservadorismo na Igreja Católica
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Rachel Duarte - Sul21
Este ano ele completa 86 anos de vida. Apaixonado pelos pobres e dedicado integralmente a fazer o bem por meio do empoderamento dos cidadãos, sem assistencialismo. Em longa entrevista ao Sul21, o irmão marista Antônio Cechin falou sobre as atividades que influenciaram uma geração de militantes no Rio Grande do Sul e no Brasil. A conversa foi no apartamento onde vive com a irmã Matilde, uma fiel companheira de lutas, na mesma sala de onde, em duas oportunidades, foi retirado por agentes da ditadura militar e levado para a tortura no DOPS. “Ainda bem que esta entrevista não está acontecendo naquela época, em que nada poderia ser dito”, disse no começo da conversa.
Reticente em conceder a entrevista a princípio, Irmão Cechin acabou concordando em seguida, dizendo estar falando “em nome do bem dos catadores”. Conhecido nacionalmente como uma espécie de profeta da ecologia, devido ao pioneirismo com as unidades de reciclagem no país, ele fala que “geralmente os que defendem os pobres não são ouvidos” pela grande imprensa. Desde a água da torneira fornecida à reportagem, até as vezes em que parou a conversa para atendimentos de catadores envolvidos no projeto Ecoprofetas, que administra com apoio da Petrobras, Irmão Cechin se mostrou um homem humilde e devoto, além de profundamente dedicado aos movimentos populares.
Um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criador da Romaria da Terra e da Romaria das Águas e idealizador da missa em honra a Sepé Tiaraju, ele contou sobre a incompreensão de sua própria congregação quanto a sua filosofia religiosa. “Nós temos na Igreja a última monarquia do mundo. O Papa como o único Deus da verdade absoluta, que não divide o poder. Esta igreja não é a que existe na América Latina”, disse.
Atualmente, Irmão Cechin luta pela recuperação dos 18 galpões de reciclagem que construiu com apoio da Igreja durante os governos do PT em Porto Alegre. Ele denuncia um suposto descaso da atual gestão municipal e responsabiliza também a “burguesia despolitizada”, que não possui consciência ambiental para respeitar os catadores ou começar, em suas próprias casas, as mudanças pelo meio ambiente saudável. “Não só o governo, é toda a sociedade que não tem consciência. Há um preconceito das pessoas com os catadores, principalmente das que moram perto das unidades de reciclagem, que se isolam com muros e grades como se estas pessoas fossem lixo”.
Clique AQUI e leia a entrevista no site Sul21

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Seminário com catadores aborda Cooperativismo e Cadeia Solidária do PET


A Associação Caminho das Águas realiza neste sábado (25/8) no auditório do Círculo Operário Leopoldense (COL), em São Leopoldo, o seminário Cooperativismo e Cadeia Solidária Binacional do PET. O encontro inicia às 9h e contará com a participação de catadores de materiais recicláveis e educadores sociais populares dos 14 coletivos de catadores da Região Metropolitana de Porto Alegre que integram o projeto Caminho das Águas - Ecoprofetas, idealizado pela associação e patrocinado pelo Programa PETROBRAS Desenvolvimento & Cidadania.
Durante o seminário serão apresentados aspectos gerais sobre a Lei do Cooperativismo(nº 5764/71) e suas alterações através da Lei 12.690/12, relacionados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS - Lei 12.305/10). Também será analisada a participação dos coletivos de catadores na Cadeia Solidária Binacional do PET.
O encontro, que encerra às 16h, contará também com apresentações culturais e processos de sensibilização.
Informações: (51)3061.1113 - ecoprofetaspedagogico@gmail.com

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O triunfo do lixo?



Embora população brasileira seja equivalente a 3,06% do total mundial e seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponda a 3,5% da riqueza global, os brasileiros descartam 5,5% dos resíduos planetários. O comentário é do geógrafo e sociólogo Maurício Waldman, autor, entre outros, do livro Lixo: Cenários e Desafios (Cortez, 2011).
A reportagem é de Manuel Alves Filho e publicado pelo jornal da Unicamp, 31 de outubro a 6 de novembro de 2011 e também está publicada no IHU On-line, de 01/11/11.

Se a humanidade vive a era do conhecimento, vive igualmente a era do lixo. Do ponto de vista quantitativo, a natureza movimenta, em seu ciclo normal, 50 bilhões de toneladas de materiais por ano. Os homens, por seu turno, movimentam 48 bilhões de toneladas no mesmo período, sendo que 30 bilhões são de resíduos. “Isso é muito mais do que o ambiente pode suportar”, sentencia o geógrafo e sociólogo Maurício Waldman, especialista no tema. Ele é o autor, entre outros, do livro Lixo: Cenários e Desafios, indicado como um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti 2011 na categoria Ciências Naturais. A obra é resultado da pesquisa de pós-doutoramento de Waldman, desenvolvida no Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, sob a orientação do professor Antonio Carlos Vitte e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).
Clique AQUI (cptdors.blogspot.com) para ler toda reportagem...

Eduardo Galeano - Mundo al Revés