quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010


"Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão". Com este objetivo, o CONIC, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, lançou na quarta-feira de cinzas, dia 17/02, a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010. O CONIC propõe para as comunidades e fiéis de suas igrejas promoverem a Campanha da Fraternidade com três estratégias.

Uma das estratégias do CONIC é denunciar a perversidade do atual modelo econômico globalizado, que está centrado no lucro, sem se importar com a pessoa humana e a natureza. Outra estratégia é educar para a prática de uma economia de solidariedade, que se importe com a dignidade humana e a preservação do meio ambiente. Além de denunciar o modelo econômico e educar para outra economia, o CONIC também quer conclamar as Igrejas e as religiões e o conjunto da sociedade, através das organizações e movimentos populares, para promover ações sociais e políticas que ajudem a construir outro modelo econômico, com mais solidariedade e justiça para as pessoas e com sustentabilidade ambiental.

O Texto-base da campanha da Fraternidade defende a centralidade da vida e denuncia a realidade, colocando alguns dados que demonstram que o número de pobres é incontável nos dias de hoje. De acordo com a FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a fome no mundo atinge 1,02 bilhões de pessoas. E o IETS, Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, confirma que no Brasil existem 10,7 milhões de indigentes e 43,6 milhões de pobres. As igrejas cristãs denunciam que a globalização e o desenvolvimento não resolveram o problema da justiça social. Trata-se de um desenvolvimento desequilibrado que promove consumismos e gera grandes desigualdades.

Para o CONIC, os pobres não devem ser tratados como simples destinatários da compaixão religiosa, mas devem ser os próprios sujeitos da transformação social. A Campanha da Fraternidade Ecumênica propõe a participação popular e a valorização dos movimentos sociais para construir um sistema econômico para todas as pessoas e sem exclusão. A Campanha também recorda que a Bíblia quer justiça para os pobres e o descanso da Terra.

A Campanha da Fraternidade do CONIC quer promover o ecumenismo e fortalecer a opção pelos pobres nas igrejas. E para isso, é preciso abandonar a competição entre Igrejas e viver a unidade na promoção da economia solidária, de compromisso social e a serviço da vida. A Campanha reforça a importância da Reforma Agrária como forma de promover a justiça social, produzir alimentos e preservar o meio ambiente.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Convite para lançamento da Campanha da Fraternidade 2010

Lançamento da Campanha da Fraternidade 2010
Dia 17 de fevereiro, às 14:30 horas, na sede da CNBB Sul 3
Av. Cristóvão Colombo, 149

Carta de Porto Alegre


Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe aprova Carta de Porto Alegre
Somos comunicadores e comunicadoras solidários com nossos povos e integrados plenamente no seu caminhar. Partilhamos os sofrimentos, as crises, as alegrias e as esperanças de nossas irmãs e irmãos. Por esse motivo, e ainda em meio à atual crise civilizatória, que se expressa, entre outros fatores, na mundialização das economias e na livre circulação de mercadorias e capitais especulativos, nos atrevemos a refletir e sonhar, alimentando a utopia e a esperança.
Leia a Carta de Porto Alegre na íntegra no site do Mutirão de Comunicação
(www.muticom.org)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mutirão de Comunicação em PoA, de 3 a 7 de fevereiro

A Pastoral da Ecologia está presente no Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe que acontece na PUC-RS – Porto Alegre, entre os dias 03 a 07 de fevereuiro de 2010.
Oficinas da Pastoral da Ecologia no Mutirão de Comunicação:

1ª oficina, dia 4 de fevereiro: Sala 712
Bíblia, Ecologia e Espiritualidade, numa Perspectiva Pastoral.
Assessoria: Pilato Pereira, Irmão Antônio Cechin e Equipe da Pastoral da Ecologia.
Participação de Professor Brak
Coordenação: Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3.

2ª oficina, dia 5 de fevereiro: Sala 611
Conhecendo o Aqüífero Guarani.
Assessoria: João Hélio Pés (UNIFRA)
Participação de Professor Eduardo Carion e Professor Francisco Milanez
Coordenação: Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3.

3ª oficina, dia 6 de fevereiro: Sala 607
A Transversalidade da Ecologia nas Igrejas e o Diálogo Intereligioso.
Assessoria: Adoli, Padre Eduardo e Equipe de Coordenação da Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3 e outros convidados para apresentação de experiências de Igrejas e/ou Religiões.
Coordenação: Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3.

Veja a programação completa no site do Muturão (http://www.muticom.org/)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FSM: "As Raízes Missioneiras nas Periferias Urbanas"

As raízes missioneiras (dos Índios Guarani) nas periferias urbanas é tema de oficina no Fórum Social Mundial em Canoas.

A oficina sobre as raízes missioneiras nas periferias urbanas vai ocorrer no dia 27 de janeiro, às 18 horas, no Parque Eduardo Gomes, Galpão 1, bairro Fátima, em Canoas/RS – Brasil. O objetivo é despertar as raízes históricas nos índio-descendentes Guarani nas periferias urbanas como elemento de mobilização e organização.

O evento fundante do Povo Gaúcho não está na presença dos portugueses e espanhóis e sim na experiência cristã socialista, de vida comunitária e de autentico espírito republicano nas Missões Jesuíticas Guarani. No território que hoje se compreende o Estado do Rio Grande do Sul, haviam sete povos perfeitamente organizados numa exemplar vida coletiva, sendo um deles – São Miguel, a capital – na época equivalente ao município de São Paulo.

Um acordo entre as coroas de Espanha e Portugal, o chamado Tratado de Madrid, pretendia, de forma prepotente e autoritária, reordenar os povos e as demarcações de terra. Descontentes com o tal tratado e cientes de que isso representaria o declínio de sua sociedade, os Índios Guarani resistiram o quanto puderam. Entre eles havia o líder Sepé Tiarajú, hoje reconhecido como santo popular e oficialmente como herói riograndense e herói nacional. Sepé liderou seu povo na luta até último suspiro guarani, mas tombou em combate numa emboscada, juntamente com inúmeros outros combatentes.

Com a morte de Sepé, em 7 de fevereiro de 1756, há quase 254 anos, os Guarani que sobreviveram acabaram se espalhando e muitos passaram a conviver com outros pobres descentes portugueses e espanhóis e foi acontecendo o fenômeno da miscigenação. Por isso, hoje, muitas famílias tidas como descendência espanhola e/ou portuguesa, são na verdade também descendentes dos Guarani das Missões Jesuíticas dos Sete Povos. E estes são os pobres que sobreviveram às margens da sociedade gaúcha.

Sendo vítimas do latifúndio, os descendentes Guarani foram migrando para as periferias urbanas. No entanto, não deixou de correr nas veias o sangue indígena Guarani. E estas raízes históricas, chamadas “Raízes Missioneiras”, dos índio-descendentes Guarani, com certeza influenciaram na vida social, na organização comunitária, na participação popular e na resistência dos pobres nas periferias urbanas, como é o caso das ocupações na cidade de Canoas/RS. O que também se pode dizer de toda a região metropolitana de Porto Alegre, onde se desenvolveram muitos processos de organização e participação popular.

Hoje é de fundamental importância despertar as raízes históricas nos índio-descendentes Guarani que vivem nas periferias urbanas, como elemento de mobilização e organização. Já na década de 70, o Irmão Marista, Antônio Cechin teve esta intuição e promoveu a Romaria da Terra, que teve sua primeira edição justamente no lugar onde Sepé Tiarajú foi morto em combate, o município de São Gabriel. A Romaria da Terra surgiu como uma ferramenta mística para embalar o povo na luta. Aí vieram as ocupações de terra, as CEB’s, o MST, a CPT e toda uma caminhada de organização e luta embalada pela mística de Sepé Tiarajú e os Índios Guarani.

Não foi uma coisa imposta, mas um despertar de algo que já presente presente no sangue dos índio-descendentes Guarani, sobreviventes nas periferias. Estas raízes históricas não podem ser sufocadas. Elas devem ser resgatadas para garantir a vida e a dignidade humana. É importante também frisar a dimensão ecológica na cultura Guarani e indígena, de um modo geral. Mais do que recordar em momentos de debate e reflexão, é preciso despertar no cotidiano a herança guaranítica nas comunidades como elemento de mobilização e organização.

Em nível de organização dos movimentos sociais, Irmão Antônio Cechin foi um dos pioneiros no resgate das raízes missioneiras. Por isso, Irmão Antônio é um dos nossos convidados para refletir esta temática juntamente com o músico missioneiro, o Índio Guarani Pedro Ortaça e o teólogo Luiz Carlos Susin, do Fórum Mundial de Teologia da Libertação.

Às 18 horas, inicia a oficina e a partir das 20 horas, com a presença dos participantes do Fórum de Teologia da Libertação, acontecerá o lançamento do livro “Empoderamento popular, uma pedagogia da libertação”. Publicado pela editora ESTEF, com a colaboração do Instituto Cultural Padre Josimo, o livro traz uma coletânea de artigos, palestras, escritos de Irmão Cechin que refletem uma caminhada dos últimos 50 anos, demonstrando o empoderamento do povo que venho se organizando através de uma pedagogia libertadora.

O livro “Empoderamento popular, uma pedagogia da libertação” vem para coroar uma trilogia de publicações ocasionada pela celebração de oitenta anos de vida de Ir. Antônio Cechin.

Programação (27/01/2010):

-18:00 Horas: Oficina “As Raízes Missioneiras nas Periferias Urbanas”.

-20:00 Horas: Lançamento do livro.

Local: Parque Eduardo Gomes, Galpão 1. Bairro Fátima, Canoas/RS. O evento também terá diversas apresentações culturais, como mostra de fotos, vídeos, músicas com artistas locais e a participação especial de Pedro Ortaça.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pastoral da Ecologia no Mutirão de Comunicação

Oficinas da Pastoral da Ecologia no Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe – PUC-RS – Porto Alegre (03-07/02/2010)



1ª oficina, dia 4 de fevereiro:

Bíblia, Ecologia e Espiritualidade, numa Perspectiva Pastoral.

Assessoria: Pilato Pereira e Equipe da Pastoral da Ecologia.

Participação de Professor Brak
Coordenação: Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3.

2ª oficina, dia 5 de fevereiro:

Conhecendo o Aqüífero Guarani.

Assessoria: João Hélio Pés (UNIFRA)
Participação de Professor Eduardo Carion e Professor Francisco Milanez
Coordenação: Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3.

3ª oficina, dia 6 de fevereiro:

A Transversalidade da Ecologia nas Igrejas e o Diálogo Intereligioso.

Assessoria: Irmão Antônio Cechin, Padre Eduardo e Equipe de Coordenação da Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3 e outros convidados para apresentação de experiências de Igrejas e/ou Religiões.
Coordenação: Pastoral da Ecologia CNBB Sul 3.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Papa diz que "fracasso" em tratado climático arrisca paz mundial

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=51128
Ambiente Brasil
O papa Bento 16, nesta segunda-feira (11), denunciou o "fracasso" do mês passado, na conferência de Copenhague, na obtenção de um novo tratado climático.De acordo com o papa, a paz mundial depende de "cuidar da criação de Deus".

Ele fez as declarações durante discurso anual a embaixadores credenciados pelo Vaticano, em ocasião voltada para destacar o que deve ser enfatizado pelo corpo diplomático desse Estado.

Bento 16 tem sido chamado de "papa verde" por frequentemente expressar preocupações sobre proteção ambiental, temática sobre a qual refletiu em suas encíclicas, viagens ao exterior, e recentemente em sua mensagem de paz anual, no 1º dia do ano.

Sob o olhar do papa, o Vaticano instalou células fotovoltaicas em seu auditório principal para converter energia solar em eletricidade e se juntou a um projeto de reflorestamento buscando cortar emissões de CO2.

Para o pontífice, é uma questão moral: a Igreja ensina que o ser humano precisa respeitar a "criação de Deus" porque ela é destinada para o benefício do futuro da humanidade.

Resistências - Deste modo, ele criticou a "resistência política e econômica" para lutar contra a degradação ambiental, exemplificada nas negociações para obter um tratado que sucedesse o Protocolo de Kyoto, de 1997.

"Confio que, durante o curso deste ano (...) será possível alcançar um acordo para efetivamente lidar com esta questão", disse Bento 16.

Ele não nomeou os países culpados por fraudar as negociações, mas ele listou como vítimas nações-ilhas que sofrem riscos com o aumento do nível do mar e a África, onde a batalha por recursos naturais, aumento da desertificação e a exploração desenfreada da terra já teriam resultado em guerras.

No entanto, o papa reiterou sua oposição às teorias que defendem o controle de natalidade como forma de combater a mudança climática. Bento 16 disse que não se deve "contrapor a salvaguarda do ambiente à da vida humana, inclusive à da vida antes do nascimento".

Ele também afirmou que o planeta "pode suficientemente nutrir todos os seus habitantes". (Fonte: Folha Online)

Eduardo Galeano - Mundo al Revés