sábado, 5 de setembro de 2009

Roteiro e comentários para a liturgia do 23º Domingo do Tempo Comum 05 e 06/09, Dia da Amazônia (coleta solidária)


Comentário inicial:
Irmãos e Irmãs,
Paz e Bem!
Hoje somos convidados a refletir e celebrar nossa vocação missionária, enquanto discípulos e missionários de Jesus Cristo.
Dia 05/09: Dia da Amazônia. Os Frades Menores do Brasil, em comunhão com toda a Igreja do Brasil, convidam para:
* Refletir sobre o Projeto Missão Amazônia dos Frades Menores do Brasil;
* Celebrar a vocação missionária de todos nós seguidores do Evangelho;
* Despertar para o cuidado com a Obra da Criação (Ecologia);
* Promover ampla campanha de solidariedade Pró-Missão Amazônia.
Queremos nos colocar na dinâmica da Liturgia da Palavra de Hoje e pedir que Jesus abra nossos ouvidos para escutarmos o clamor dos pobres e o grito da Terra, renovando, nesta celebração, o nosso compromisso de resgatar a dignidade e liberdade das pessoas, especialmente em nossa pátria amada, que celebramos a sua independência nesta segunda-feira, fortalecendo assim nossa missão como discípulos seus.
Iniciemos, cantando.

Ato Penitencial
Imploremos a Misericórdia de Deus:
PR. pelas vezes em que nossa vocação missionária é enfraquecida pelo nosso egoísmo;
PR - pela nossa mentalidade consumista impossibilitando a escuta do clamor dos pobres excluídos, do grito da Terra que geme e sofre grande desequilíbrio por nossa ação violenta de depredação e falta de cuidado. Canto...
Glória
Louvemos a Trindade Santa pelo Dom da Criação. Pela doação da vida de tantos irmãos missionários; por tantas ações solidárias em defesa da vida dos mais pequeninos; do cuidado e proteção de toda forma de vida que subsiste na Terra. Canto...(hino de louvor)
Liturgia da Palavra (Is 35,4-7a; Sl 145(146); Tg 2,1-5; Mc 7,31-37)
Comentário:
O Profeta Isaías profetiza o poder de Deus que deseja re-criar sua obra criadora para restaurar sua harmonia. Esse desejo também é revelado pela ação de Jesus no Evangelho através do gesto da cura do surdo-mudo. O apóstolo Tiago alerta quanto ao cultivo das relações de respeito e igualdade na comunidade dos discípulos e missionários de Jesus Cristo.
Proclamação da Palavra
Homilia:
- Destacar a importância da Amazônia para vida do Planeta (subsídio: texto-base da CF – 2007 Fraternidade e Amazônia);
- Iluminar, à luz da Palavra de Deus e do Carisma Franciscano, a necessidade da Frente Missionária como discípulos e missionários de Jesus Cristo;
- Realçar que a Amazônia precisa de todos nós, como também, todos nós precisamos da Amazônia. Formamos uma teia de relações. Tudo está conectado.
- Sensibilizar sobre a necessidade de ações concretas locais no cuidado com a Ecologia.
- Motivar para a campanha de solidariedade Pró Missão Amazônia (coleta).
Ofertório
(Podem ser ofertadas ações concretas da Comunidade local que ilustram a vivência da vocação missionária e o esforço no cuidado com a nossa Casa, a Obra Criadora de Deus).
Segue a Liturgia Eucarística

fonte: http://www.franciscanos.org.br/ecologia/luaeestrelas/noticias2009/045.php

domingo, 23 de agosto de 2009

Vitória do NÃO

A vitória do NÃO na Consulta Pública sobre o Pontal do Estaleiro


A Consulta Pública realizada neste domingo, dia 23 de agosto, em Porto Alegre, para decidir sobre edificações no Pontal do Estaleiro, na Orla do Guaíba, contou com a participação de 22.619 votantes, sendo 22.574 válidos, 22 nulos e 23 em branco.


A opção “NÃO” recebeu 18.212 votos (80,7% dos válidos), enquanto o “SIM” recebeu apenas 4.362 votantes (19,3%).

Confirmação no site da Prefeitura de Porto Alegre.


Na consulta pública, a população respondeu à seguinte pergunta: “Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar 470, de 2/1/2002, devem também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?”.


Parabéns a todos os cidadãos e cidadãs porto-alegrenses que disseram “NÃO”. E a luta continua depois das urnas....

O voto "NÃO" está na frente

A Consulta Pública sobre a área do Antigo Estaleiro Só está garantindo a vitória do voto "NÃO"
Acompanhe a apurarão no site da Prefeitura de PoA:
http://consultapublica.procempa.com.br/consultapublica/acompanhaApuracaoMicro.do

Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02/01/2002, devem também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?

Morte vida severina

Hoje é o dia do NÃO



Para não se arrepender depois

sábado, 22 de agosto de 2009

O Domingo do NÃO


Domingo, 23 de agosto é o Dia do NÃO


NÃO deixe de ir à missa ou culto

NÃO deixe de visitar seus amigos...

NÃO deixe de ver o jogo...

NÃO deixe de fazer o bem aos outros

NÃO perca tempo. Faça tudo o que tens para fazer e, se for eleitor de Porto Alegre, NÃO deixe de votar NÃO na Consulta sobre a Orla do Guaíba.

NÃO esqueça de ver o Pôr-do-Sol na Orla do Guaíba. É muito lindo e ninguém pode tirar esse direito que Deus nos deu pela natureza.


A pergunta é:


“Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02 de janeiro de 2002, devem também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?”


As respostas disponíveis:
1 – (X) NÃO
2 – ( ) SIM

A votação:
Os eleitores votarão em urnas eletrônicas, no dia 23 de agosto de 2009, das 9h às 17h. Serão 89 locais de votação. A lista completa de endereços, locais de votação está neste blog e outros, nos jornais e no site da Prefeitura de PoA:
http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/cs/usu_doc/local_de_vota_por_zona.pdf


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A BELEZA DA ORLA DO GUAÍBA NÃO COMPORTA “ESPIGÕES”

Que a partir de 23 de agosto seja possível continuar a repetir o gesto de Jerônimo de Ornellas, o primeiro habitante do morro Santana, que frequentemente subia o alto do morro e, contemplando lá de cima a paisagem do Delta do Jacuí, dizia: “Eu VI-A-MÃO de Deus”.

A mão de Deus que está representada pelos cinco rios: Jacuí, Caí, Sinos, Gravataí e Taquari. Os cinco rios representam os cinco dedos da mão de Deus.

Leia a seguir o belo texto do Irmão Antônio Cechin, fundador da Pastoral da Ecologia.

A BELEZA DA ORLA DO GUAÍBA NÃO COMPORTA “ESPIGÕES”

Volta e meia ouvimos alguém falar assim: “As praias do Rio Grande do Sul começam em Santa Catarina”. Ou então outros mais sarcásticos - um deles é um notável articulista de jornal - todos os anos, por ocasião da enxurrada dos “hermanos” argentinos rumo ao norte do Mampituba, saem com essa: “As praias de Santa Catarina dão de goleada nas praias do Rio Grande do Sul”. Ledo engano!... A realidade é que nosso Rio Grande tem dois mares, o de dentro, também apelidado de Costa Doce, e o de fora. Santa Catarina só tem um, o de fora.

Um pescador de Tramandaí, provocado pelo estranhamento de um banhista pela linha reta sem reentrância de espécie alguma, em nosso litoral, começando a norte, no Mampituba, limite com Santa Catarina, e se estendendo até o Chuí, na fronteira-sul com o Uruguai, retruca assim

“Famílias da roça, quando realizam o sonho da casa própria, costumam convidar amigos e vizinhos para a “festa da cumieira”. A colocação do telhado significa que a façanha está chegando ao “gran finale”. Aliás o provérbio dos antigos também confirma esse comportamento quando diz: “o coroamento da obra acontece no fim!”. Em bom latim: “finis coronat opus!”

Quem por primeiro assim procedeu, foi o próprio Deus, o supremo arquiteto do universo. Ele fez o mundo em sete dias. O último contorno de praias que criou foi no litoral brasileiro. Um grande mutirão: Deus com os seus anjos.

Na manhã do sexto dia começaram na costa norte da Terra de Santa Cruz, hoje Brasil, com a Amazônia. Vieram descendo rumo ao sul, num capricho só: praias cheias de recortes com enseadas, penínsulas, cabos, golfos, promontórios, baías, montanhas, estuários, etc. etc. Parecia mesmo um artesanato de mulher rendeira à beira d’água. Pelas 12 horas desse último dia de trabalho, tinham chegado à foz do Mampituba, divisa com o nosso Estado.

Deus Pai Criador se voltou então para os anjos e falou: “Vou me recolher ao seio da Trindade a fim de decidir como e quem vamos colocar para habitar a casa que está ficando pronta”. Deixou um “trabalho de casa” para ocupar os anjos: fazer as praias do Rio Grande do Sul que ainda faltavam.

A confabulação entre Pai, Filho e Espírito Santo concluiu que as criaturas humanas – homem e mulher – seriam feitos à “imagem e semelhança” das três divinas pessoas que, de tanto se amarem formam a melhor Comunidade.

Nesse meio tempo, os anjos arregaçaram as mangas e fizeram esse “retão” de praia a contrastar com tudo que haviam feito antes em companhia do Criador do mundo.

Pelo meio da tarde Deus-Pai, depois de ter resolvido com as duas outras divinas pessoas, o jeito que teriam os moradores da Casa Terra, veio para junto de seus anjos para ver o serviço. Quando deparou com a imensa linha reta da costa, o Criador levou um susto.

- “Então toda uma semana em que trabalhamos juntos não foi suficiente para vocês aprenderem?!”

Os anjos ficaram tristes e até um deles ensaiou uma lágrima, mas Deus que é Amor, imediatamente atalhou: “Nada, nada grave! Agora, retomando nosso mutirão, vamos mostrar as maravilhas que somos capazes de fazer no interior do continente. Vamos fazer o mar de dentro.” Falou e imediatamente espalmou a mão sobre o “continente que é o Rio Grande”. A palma da mão divina é o Guaíba. Cada um dos cinco dedos são os cinco rios: Jacuí, Caí, Sinos, Gravataí e Taquari. Isso tudo, naturalmente ao lado de inúmeros arroios, cascatas, lagos, lagunas, a Lagoa dos índios Patos que é a maior da América, etc. etc.

Dizem até que Jerônimo de Ornellas, o primeiro habitante, do alto do morro Santana em que morava, contemplava, lá de cima o Delta do Jacuí e repetia sempre: Eu VI-A-MÃO de Deus. Expressão que depois passou a ser o nome do município lindeiro de Porto Alegre. .

Estava terminada a obra da Criação e a marca de Deus, - sua assinatura – é o Guaíba com os cinco dedos da mão se espraiando Rio Grande acima, em cujas margens vivem os dois terços de toda a população da nossa Terra querida, “defendida por Sepé”.

Será que saberemos preservar, a 23 de agosto, com o primeiro plebiscito de caráter ecológico de nossa história, as maravilhas da natureza com que Deus nos presenteou?...

Por Irmão Antônio Cechin

Eduardo Galeano - Mundo al Revés